O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

10 = O Conteúdo de Uma Oração Desafiadora (Colossenses 1.9-14) - 2ª parte



Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Grupo de Estudo do Centro – Fev a Jun/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva, Sem. Adair  Machado e Presb. Abimael A. Lima
10 = O Conteúdo de Uma Oração Desafiadora (Colossenses 1.9-14).   2 ª parte.                                                                                                                      27/03/2013 (Sem. Adair)
D. A. Carson - Um Chamado à Reforma Espiritual, p. 106 a 113.
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Introdução:
Na semana passada começamos a estudar as características da oração corajosa e desafiadora que Paulo fazia em prol da igreja de Colossos. Esta igreja não havia sido fundada por ele, por conseguinte ele sequer conhecia as pessoas de lá. Todavia, ele orava por eles incessantemente com um objetivo bem definido. Vejamos sua motivação e o caráter de suas petições em favor daquela igreja.

Lições sobre o conteúdo da oração (Cl 1.9-14)

1. Paulo pede a Deus uma única coisa: que os crentes sejam cheios do conhecimento da Sua vontade.
O que Paulo quer dizer com “conhecimento de Sua [Deus] vontade? Não há nada de errado eu suplicar a Deus por bênçãos pessoais (minha vocação/carreira/decisões iminentes/necessidades). Isto é correto, entretanto, se todas as minhas súplicas forem neste sentido, elas demonstram apenas o meu egocentrismo e, isto é enganoso, pois, seguramente esta não é a vontade de Deus.
O salmo 143.10 afirma que fazer vontade de Deus consiste em obedecê-lo.
Em Rm 12.2 Paulo exorta os romanos a renovarem as suas mentes para que possam experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, ou seja, descobrir pessoalmente e pela a experiência que os caminhos de Deus são melhores.
Aos efésios ele recomenda que “procurai compreender qual a vontade do Senhor (Ef 5.15-17).”
Dirigindo-se aos tessalonicenses, lembra-os de que “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (1 Ts .4.3a)” e, ainda: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo para convosco”. As Escrituras têm deixado bem clara a vontade de Deus para conosco. Nossa responsabilidade é cumpri-las.
A segunda parte do versículo: em toda a sabedoria e entendimento espiritual, supõe que a sabedoria e conhecimento espiritual constituem os meios pelos quais Deus nos enche (torna plenos) com a sua vontade. Esta sabedoria está relacionada com o saber viver, discernindo entre as coisas e com entendimento num nível mais espiritual.
Havia bons motivos para ele se preocupar com os colossenses. Ele sabia que eles flertavam com o pluralismo e com o sincretismo (os mesmos males de hoje) da sua época. Por isso ele procurava dar-lhes o suporte necessário para enfrentar as pressões culturais do mundanismo, com seus preceitos sutis e endêmicos que reduziam e relativizavam Cristo.
Atualmente temos visto a igreja decair de seu padrão de conhecimento bíblico e precisamos urgentemente retornar às práticas meditativa e reflexiva da Palavra de Deus (Dt 8.3), pois sem conhecimento bíblico, Deus não pode nos tornar plenos da Sua vontade, e a ignorância das Escrituras nos impede de conhecer-Lhe a vontade.

2. O propósito do pedido de Paulo é que os crentes possam ser completamente agradáveis ao Senhor Jesus.(1.10)
Finalidade da oração de Paulo: “a fim de viverdes de modo digno do Senhor”.
Paulo nesta oração exorta os colossenses a viverem em padrões superiores aos esperados pela igreja, em conformidade com o desejo de Cristo. Para a igreja atual, qual deve ser seu padrão de conduta. Quatro questões para meditarmos:
a) O que Jesus gostaria que eu fizesse? b) Que conversa ou conduta é digna dEle? c) Que conversa ou conduta devo evitar, porque isso O desonra? d) O que O agradaria mais? Certamente nossas condutas no trabalho, no uso do nosso tempo livre, nos nossos relacionamentos seriam afetadas caso respondêssemos com a disposição de agradarmos a Deus e não as nossas conveniências. O conhecimento da vontade de Deus não é um fim em si mesmo, mas sim para alcançar a maturidade cristã a fim de agradar a Cristo.

3. Paulo esboça o que é uma vida agradável ao Senhor – quatro características. (1.10b-14)
            a) Os cristãos produzem frutos em toda boa obra – isto varia de cristão para cristão, por isso, ele, Paulo, ora para que todos os cristãos possam transbordar de conhecimento e abundância de boas obras.

            b) Os cristãos crescem no conhecimento de Deus – quanto mais conhecemos a Deus mais digna será a nossa vida na presença dEle (Jo 7.17). Quanto mais o conhecemos, tanto mais o obedecemos e, isto nos leva a obedecê-Lo ainda mais, e a conhecê-Lo mais.

            c) Os cristãos são fortalecidos para demonstrar grande perseverança e paciência – em consequência desenvolvem resistência para superar as adversidades e opressões e ao mesmo tempo esperar com paciência. Estas características capacitam o crente a sobreviver com alegria frente à perseguição, triunfar em serenidade e contentamento quando insultado, a confiar na providência sábia e totalmente graciosa de Deus quando em sofrimento. Ao assim procedermos, agradamos a Cristo.

            d) Os cristãos agradecem alegremente ao Pai – Ações de graças também agradar a Cristo. A ausência de ações de graça pressupõe uma perda de perspectiva, visto que o Pai nos ...fez idôneos ... nos libertou do império das trevas e nos transportou ao reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados (1.12-14). Por causa dos sincretismo que rodeava os colossenses Paulo orou desta forma. Ele lembrou-lhes que Cristo é o Senhor do universo, posto que o criou e , também, Senhor da Igreja, uma vez que morreu por ela. Sua exuberância constrangia-os a crescerem no conhecimento de Deus e a frutificarem em toda boa obra.
Qual foi a última vez que você orou assim? O exemplo de Paulo sugere-nos que devíamos orar constantemente deste modo.

Aplicação:
1 Que tipo de ligação as ações de graças alegres e a perseverança fiel têm com a oração?
2 Você tem feito orações que o tornam agradável ao Senhor Jesus Cristo, mesmo a respeito de coisas concretas de sua vida pessoal pelas quais você deve orar? Pense neste objetivo.            

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