O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

03 = Lições da Escola de Oração (2ª Parte) - D. A. Carson


http://trocaatividadesbiblicas.blogspot.com.br/2009_07_18_archive.html

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Fevereiro a Junho/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Abimael A. Lima.
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03 = Lições da Escola de Oração (2ª parte).                      06/02/2013
Um Chamado à Reforma Espiritual – D. A. Carson, ECC, p.27-38..
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Introdução: Gênesis 32.26: A experiência de Jacó no Vau de Jaboque é um desafio e um incentivo à ousadia na vida de oração de qualquer cristão!
Na primeira parte desse estudo, o Dr. Carson nos apresentou quatro lições aprendidas com irmãos mais maduros na fé sobre a escola da oração:
  1. Muitas orações não são feitas porque não planejamos orar.
  2. Adote maneiras práticas de impedir que sua mente vagueie
  3. Em vários períodos de sua vida, desenvolva, se possível, um relacionamento de oração com um companheiro.
  4. Escolha modelos, mas escolha-os bem.
       Nesse estudo, ele nos apresenta mais quatro lições importantes para nossa meditação e vida de oração:
  1. Desenvolva um sistema para as suas listas de oração.
Esse sistema visa tão somente nos ajudar a lembrar dos motivos de oração. Podemos organizar uma lista própria e associá-la com outras publicadas para esse fim. Exemplos de listas de oração publicadas podem ser: O livro Intercessão Mundial (Ed. Descoberta) é um exemplo de um anuário de oração por missões mundiais. As listas de pedidos de oração publicadas no boletim semanal da igreja é outro muito útil.

Uma sugestão útil pode ser organizar nossas listas de oração por prioridades pessoais e circunstanciais relacionadas à nossa vida cotidiana.
1º) Uma lista de pessoas pelas quais devemos orar regularmente (cônjuges, filhos, parentes, amigos íntimos).
2º) Duas instituições intimamente ligadas a nós: Igreja e trabalho.
3º) Preocupações de curto e médio prazo: Responsabilidades momentâneas; crises circunstanciais e momentâneas; Projetos com prazos definidos, etc. Nomes e preocupações que podem ser acrescentados e retirados constantemente.
4º) Pessoas pelas quais somos particularmente responsáveis: liderados do trabalho e/ou da igreja; discípulos em treinamento cristão, etc.
5º) Pedidos e cartas de oração.

O objetivo de sistematizar não é aumentar tarefas e depois não conseguir administrá-las, mas simplesmente organizar a vida de oração de tal modo que ela aconteça e não cesse mais.

  1. Combine Louvor, confissão e intercessão; mas quando interceder, procure ligar o máximo de pedidos possível às Escrituras.
Dois extremos devem ser evitados aqui: Achar que é impróprio pedir coisas a Deus uma vez que ele já sabe de tudo; Achar que nossas orações mudam tudo, inclusive, Deus. Deus é tanto soberano quanto pessoal e amável. Devemos adorá-lo por quem ele é e pelo que ele faz. Se ele é soberano, sua vontade também é. A piedade repousa na submissão à vontade Dele em todo o seu poder, não em intercessões que procuram modificar essa vontade. Acreditar que nossas orações mudam a vontade divina é tratar a oração como mágica.

Por outro lado, a soberania divina não é uma amordaça à intercessão. O serviço verdadeiro a Deus requer que lutemos com Deus e nos apeguemos a ele como Jacó fez (Gn 32.26). Não interceder é fugir de nossas responsabilidades cristãs. Nossas petições não insultam a Deus, mas honram-no, porque ele gosta d dar suas bênçãos em resposta à intercessão do seu povo.

Os dois extremos mencionados acima além de não captar o equilíbrio das orações bíblicas são reducionistas em seu tratamento de nosso relacionamento com Deus. Deus é tanto totalmente soberano quanto Pai amoroso que tem prazer em ouvir e responder nossas orações. Vistas dessa forma nossas petições são decisivamente apropriadas porque expõem o verdadeiro estado das coisas. Elas nos lembram que Deus é a fonte de todo bem e resposta, e que nós somos apenas seres humanos completamente dependentes e necessitados de todas as coisas, mas especialmente da graça divina.

Deus, como nosso pai sábio, está mais interessado no relacionamento com seus filhos do que meramente em dar-lhes presentes. Essa é a ênfase bíblica que os proponentes da teologia da prosperidade não conseguiram captar nos seus ensinos sobre a oração e as bênçãos de Deus. O filho obediente aprenderá a desejar a presença de Deus não tanto pelas bênçãos em si, mas pela agradável companhia dele. Por isso é extremamente importante que oração não é magia e que Deus é tanto pessoal quanto soberano.

Há um terceiro ponto importante: Há mais na oração do que pedir e como nós facilmente podemos escorregar para o egocentrismo pecaminoso, devemos nos aproximar de Deus com contrição e confissão dos nossos pecados.

Como podemos manter nossas orações no foco apropriado na prática? Ligando-as o máximo possível às Escrituras. Um dos elementos mis importantes na intercessão é cogitar, à luz das Escrituras, no que Deus quer que lhe peçamos. A oração efetiva é fruto de um relacionamento com Deus, não uma técnica de adquirir bênçãos. Nós não sabemos orar como convém, por isso precisamos do auxílio do Espírito Santo (Rm 8.26,27).

  1. Se você exerce algum tipo de liderança espiritual, exercite suas orações públicas.
Lideres devem estar atentos à suas orações públicas porque, embora elas sejam dirigidas a Deus, outros estão ouvindo. Jesus Cristo mesmo mostrou essa necessidade em sua oração diante do túmulo de Lázaro (Jo 11.41,42).

Observando esse exemplo de Cristo, precisamos estar conscientes de que (a) a oração pública deve ser o transbordamento da oração individual. (b) A oração pública é uma oportunidade pedagógica. (c) A oração pública é tanto uma responsabilidade quanto um privilégio. (d) Muitas facetas do discipulado cristão são transmitidas mais efetivamente pelo exemplo do que pelo ensino formal. Bons hábitos na oração são mais facilmente percebidos do que ensinados.

  1. Ore até que você ore.
Esse é um conselho dos puritanos que nosso tempo precisa conhecer e aprender. Precisamos estar conscientes de que Deus não se impressiona com a tagarelice de orações longas tanto quanto com a brevidade que revela nossa negligência culpável. Nós devemos orar até que os nossos sentimentos de formalidade e irrealidade sejam vencidos e transpostos. Insistir na oração nos levará à delícia da presença de Deus, para descansar no seu amor e apreciar sua vontade. Mesmo na angústia sombria ou agonizante, saberemos estar diante de Deus verdadeiramente. Devemos orar até aprender a orar no Espírito, pois é possível orarmos deslealmente na carne, não no Espírito.

Muitos de nós, quando nos propomos a orar, somos como aqueles meninos malcriados que tocam a campainha das portas e correm antes que alguém atenda.

Orar, aprendemos tentando, errando e acertando. Ninguém jamais orará igual com uma comunhão igual com Deus, pois nossa relação com ele é pessoal e única. Orar não como seguir um esquema ou uma receita de culinária, mas “é o exercício ativo de um relacionamento pessoal, um tipo de amizade com o Deus vivo e seu Filho Jesus Cristo e a maneira como funciona está mais sob o controle divino do que nosso” (James I. Packer, p. 38). A única regra clara é: Permaneça nos limites bíblicos e dentro deles ore como você pode e não como você não pode.

Questões Para Revisão e Reflexão:
  1. Como podemos estabelecer princípios práticos de conduta para as nossas orações nos próximos seis meses?
  2. O que é meditar em oração na palavra de Deus?

Aplicações:
  1. Compre um caderno ou separe uma beirada de sua agenda para anotar pedidos de oração e interceder por eles.
  2. Cole na contracapa de sua Bíblia uma lista de nomes e prioridades espirituais para a sua vida de oração em 2013.
  3. Comece a orar de verdade hoje, não deixe para amanhã.

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