O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Exposição 13 = Os Afetos da Graça Produzem Profunda Convicção Espiritual e Consciência de Nossa Insuficiência Pessoal (Distinções 5 e 6).


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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Exposição 13 = 5ª e 6ª Distinções: Os Afetos da Graça Produzem Profunda Convicção e Consciência de Nossa Insuficiência Pessoal 30/11/2011.
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 153-175)

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Introdução:
1ª Distinção: Os afetos espirituais verdadeiros são concedidos por Deus.
2ª Distinção: A Base Fundamental dos Afetos da Graça é a Excelência Transcendental e a Natureza Digna das Coisas Divinas.
3ª Distinção: Os Afetos da Graça se baseiam no deleite pela beleza moral do Próprio Deus.
4ª Distinção: Os Afetos da Graça Nascem de Uma Mente Espiritualmente Iluminada Por Deus.
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Distinção 5. Os Afetos da Graça Trazem Uma Profunda Convicção Das Verdades Divinas.
De acordo com o nosso texto (I Pe 1.8) o verdadeiro cristão tem uma convicção sólida e efetiva da verdade do evangelho. Não hesita mais entre duas opiniões. O evangelho deixa de ser duvidoso e influencia o seu coração poderosamente. O que Jesus ensina sobre Deus, a vontade de Deus, a salvação e o céu, firma-se como realidades indubitáveis, determinando de forma decisiva o seu comportamento (Mt 16.15-17; Jo 17.6-8; I Jo 4.16).

Existem muitas experiências religiosas que falham em trazer essa convicção. Muitas das chamadas revelações são emocionantes, mas não convincentes. Não produzem mudança duradoura na atitude e conduta da pessoa. Suas emoções ardem por algum tempo e depois morrem de novo, não deixando atrás de si nenhuma convicção duradoura.

Uma convicção duradoura e razoável não é fundamentada em tradição religiosa, nem em argumentos racionais. Argumentos racionais às vezes convencerão uma pessoa intelectualmente que o cristianismo é verdadeiro, mas não é isso que a salva. Simão, o mágico, cria intelectualmente, porém, continuou "em fel de amargura e laço de iniqüidade" (At 8.13,23).

Convicção espiritual da verdade surge somente numa pessoa espiritual. Somente quando o Espírito de Deus ilumina nossas mentes para entender realidades espirituais podemos ter uma convicção espiritual da verdade delas. Lembrem-se, compreensão espiritual significa uma percepção interior da beleza espiritual das coisas divinas!

Como essa convicção nos convence da verdade?
Deus é único. É totalmente diferente de outros seres e mais do que qualquer outro atributo divino, é a beleza de Deus que O distingue. Essa beleza é totalmente diversa de todas as outras belezas. Assim, quando o cristão a encontra no cristianismo, ele vê Deus aí. Isto dá ao cristão um conhecimento direto, intuitivo que o evangelho de Cristo vem de Deus. Ele não precisa ser persuadido por longos e complicados argumentos. O argumento é simples: Ele percebe a verdade do evangelho porque vê sua beleza e glória divinas.

Uma vez que o homem natural não pode ver essa beleza, não acredita nela. A não ser que vejamos a beleza da santidade estaremos cegos para a fealdade do pecado. Somente aquele a quem o Espírito Santo levar a provar a doçura da santidade e o amargor do pecado pode ver e sentir a terrível depravação de seu próprio coração (Jo 16.8-11). É dessa forma que ficamos convencidos que as Escrituras falam a verdade sobre a corrupção da natureza humana, sobre a necessidade do homem de ter um Salvador e quanto ao grandioso poder de Deus para mudar e renovar o coração humano.

Isso nos convence também que Deus é justo ao punir tão severamente o pecado e que o homem é incapaz de expiar seu próprio pecado. Esse sentido de beleza espiritual permite que a alma veja a glória de Cristo, conforme as Escrituras O revelam. Compreendemos o infinito valor de Sua expiação e a excelência do caminho da salvação no evangelho. Vemos que a felicidade do homem consiste na santidade e sentimos a glória indescritível do céu.

Muitos cristãos do passado eram iletrados, mas ainda assim creram, e creram corretamente. A fé deles não dependeu do que os estudiosos e historiadores lhes disseram. Sua convicção não vinha meramente uma opinião humana, mas da convicção dada pela Palavra de Deus (Hb 10.22; Cl 2.2). Convicções espirituais têm sua origem na ação sobrenatural de Deus em nós. Ele abre nossos olhos para vermos as indizíveis beleza e glória divinas que brilham no Seu evangelho (I Pe 1.8). O cristão espiritual vê, aprova e aprecia a maravilhosa glória divina do evangelho, que dissolve todas as suas dúvidas, convencendo-o de ser a verdade.

Isso não quer dizer que todo cristão sente o mesmo grau de certeza espiritual o tempo todo. Obtemos segurança da verdade do evangelho à medida em que vemos sua beleza divina cada vez mais clara no crescimento em santidade em que ele nos conduz pessoalmente. Os Argumentos racionais e a evidência histórica têm valor e importância à fé dos crentes, mas não podem impelir o incrédulo a levar o cristianismo a sério.

Distinção 6: Os Afetos da Graça Nos Levam à Consciência de Nossa Insuficiência Pessoal.
Insuficiência e humilhação espiritual é o sentimento que tem o cristão Diane da santidade divina. Os não cristãos conhecem outro tipo de humilhação diante de Deus: Humilhação legal: Humilhação legal é uma experiência que somente os incrédulos podem ter. A lei de Deus opera em suas consciências, fazendo com que percebam quão pecaminosos e inúteis são. Entretanto, não vêem a natureza odiosa do pecado, nem renunciam o pecado em seus corações, nem se rendem a Deus. Sentem-se como que forçados a serem humildes, mas não têm humildade. Reconhecem a Deus, mas não se rendem a ele; admitem que Deus está certo, porém continuam não convertidos.

Humilhação espiritual ou insuficiência espiritual, por outro lado, brota do sentido que o verdadeiro cristão tem da beleza e glória da santidade de Deus (Sl 34.18; 51.17; Is 66.1,2; Mt 5.3;Lc 18.9-14). Faz com que sinta quão vil e desprezível é em si mesmo devido à sua iniqüidade. Leva-o a se prostrar voluntária e alegremente perante os pés de Deus, negando a si mesmo e renunciando a seus pecados.

Humilhação espiritual é a essência da auto-negação cristã. Consiste em duas partes. Primeiro, um homem deve negar suas inclinações mundanas e renunciar a todos os prazeres pecaminosos. Segundo: Deve negar à sua natural concentração em si mesmo e auto-afirmação._Muitos fizeram a primeira sem atingir a segunda; rejeitaram os prazeres físicos, somente para sentir o prazer diabólico do orgulho.

Hipócritas orgulhosos fingem ser humildes, porém geralmente interpretam mal esse papel. Sua humildade geralmente consiste em dizer aos outros como são humildes esperando que os outros os vejam como santos notáveis.

O Orgulho espiritual pode ser disfarçado, mas não pode ficar escondido por muito tempo.
(I) O homem orgulhoso compara a si mesmo com os outros nas coisas espirituais, e tem uma opinião exaltada sobre si mesmo. Está ansioso por liderança entre o povo de Deus, e deseja que sua opinião seja lei para todos. Quer que os outros cristãos tenham-no como exemplo e o sigam.

O homem verdadeiramente humilde é o oposto disso. Sua humildade faz com que pense que os outros são melhores do que ele mesmo (Fp 2:3). Não é normal que tome sobre si mesmo o posto do professor, pois pensa que outros estão mais preparados que ele, como fez Moisés (Ex. 3: 11-4:7). Está mais ansioso por ouvir do que por falar (Tg. 1: 19). E quando fala, não é de modo ousado e auto-confiante, e sim com temor. Não aprecia exercer poder sobre os outros, preferindo seguir a liderar.

(II) Outro sinal de orgulho espiritual é que o orgulhoso tende a pensar muito bem de sua humildade enquanto o homem verdadeiramente humilde pensa que é muito orgulhoso!
O homem orgulhoso é como o escravo cheio de si. Pensa ser um grande sinal de humildade confessar sua indignidade perante Deus. Se tivesse uma visão apropriada de si mesmo, iria se sentir admirado e envergonhado de não ser mais humilde perante Deus.

O homem verdadeiramente humilde nunca sente que se rebaixou o suficiente perante Deus. Sente que não importa quanto se prostre, poderia prostrar-se ainda mais. Sempre sente que está acima de sua posição própria perante Deus. É seu orgulho que lhe parece ser grande, não sua humildade.

Aplicações:
Não devemos esquecer de aplicar essas coisas a nós mesmos.
Acaso você fica ofendido quando alguém pensa que é um cristão melhor do que qualquer outro? Pensa que essa pessoa é orgulhosa e que você é mais humilde que ela? Então tenha cuidado consigo mesmo.
Examine a si mesmo e não tenha em alta conta a sua própria humildade. Se você pensa ser melhor do que os outros por admitir que é tão pecador, sua fé está em risco. Você pode ter orgulho de admitir quão orgulhoso você é!

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