O Bom pastor e seus comentários

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aula 26 = Requerimentos e Promessas do Pacto da Redenção Quanto a Cristo

http://allissoncaldas.blogspot.com/2011_04_01_archive.html

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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina II – Quem é o Homem Para Que Dele Te Lembres?
Professores: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Baltazar M. Morais Jr.
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Aula 26 = Requisitos e Promessas do Pacto da Redenção Quanto a Cristo(06/11/2011).
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1. OS REQUISITOS DO PACTO.
O Pai exigiu do Filho que comparecesse nesta aliança como Fiador e Chefe do Seu povo, e como último Adão, para que fizesse correções pelo pecado de Adão, e dos que o Pai Lhe dera, e fizesse o que Adão deixou de fazer, guardando a lei e, assim, garantindo a vida eterna a toda a Sua progênie espiritual. Este requisito incluía as seguintes particularidades:

a) Que Ele assumisse a natureza humana nascendo de uma mulher.
Dessa forma ele adentrou as relações humanas temporais e assumiu a natureza humana com as suas presentes fraquezas, mas sem pecado. Gálatas 4.4,5 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”. Era absolutamente essencial que Ele se tornasse membro da raça humana (Hb 2.10, 11, 14, 15; 4.15.). Somente como homem ele poderia morrer pelos homens e alcançar para eles o perdão de seus pecados.

b) Que Ele, como o Filho de Deus e superior à lei, se colocasse debaixo da lei.
Era necessário que Ele entrasse, não apenas na relação natural com a lei, mas também na relação penal e federal (representativa) com ela, a fim de pagar a penalidade pelo pecado e merecesse a vida eterna para os eleitos (Sl 40.8; Mt 5.17, 18; Jo 8.28, 29); Ele foi nascido sob a lei (Gl 4.4). Filipenses 2.6-8 (pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz).

c) Que Ele, depois de merecer o perdão dos pecados e a vida eterna para os Seus, aplicasse a estes os frutos dos Seus méritos.
Ele conseguiu o perdão completo e a renovação das suas vidas pela poderosa operação do Espírito Santo. Fazendo isto, Ele tornaria absolutamente certo e seguro que os crentes consagrariam as suas vidas a Deus (Jo 10.16; 16.14, 15; 17.12, 19-22; Hb 2.10-13; 7.25).

2. PROMESSAS DO PACTO.
As promessas do Pai correspondem aos requisitos exigidos para a realização da Sua grandiosa e compreensiva tarefa, excluindo com isso toda incerteza quanto ao êxito na realização prática desta aliança. Eis o que estas promessas incluíam:

a) Que Ele prepararia um corpo para o Filho.
Esse corpo seria um tabernáculo (corpo humano) próprio para Ele, um corpo em parte preparado pela ação imediata de Deus e não contaminado pelo pecado (Lc 1.35; Hb 10.5).

b) Que Ele dotaria esse corpo dos necessários dons e graças para a realização da Sua tarefa.
Esse corpo seria ungido para os ofícios messiânicos, dando-lhe o Espírito sem medida – promessa cumprida especialmente no Seu batismo (Is 42.1, 2; 61.1; Jo 3.31).

c) Que Ele O apoiaria na realização da Sua obra.
Livrá-Lo-ia do poder da morte habilitando-o, assim, a destruir os domínios de Satanás e a estabelecer o reino de Deus, Is 42.1-7; 49.8; Sl 16.8-11; At 2.25-28.

d) Que Ele O capacitaria, como recompensa por Sua obra consumada, a enviar o Espírito Santo para a formação do Seu corpo espiritual, e para a instrução, direção e proteção da igreja (Jo 14.26; 15.26; 16.13, 14; At 2.33).

e) Que Ele Lhe daria numerosa semente em recompensa por Sua obra consumada,
Sua semente seria tão numerosa que seria uma incontável multidão,
de modo que, finalmente, o reino do Messias abarcaria o povo de todas as nações e línguas, Sl 22.27; 72.17.

f) Que Ele O comissionaria, delegando-lhe todo o poder, no céu e na terra, para o governo do mundo e de Sua igreja.

 Mateus 28.18 (aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.).

 Efésios 1.20-22 (o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, 1.21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. 1.22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 1.23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.).

 Fp 2.9-11 = Ele seria humilhado, mas depois glorificado eternamente e todos se curvariam diante de sua majestade.

 Hebreus 2.5-9 = Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando; antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste [e o constituíste sobre as obras das tuas mãos]. Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas; vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.).

g) e finalmente O recompensaria, como Mediador, com a glória que, como Filho de Deus, tinha com o Pai antes de existir o mundo.
“E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (Jo 17.5).

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Bibliografia: Louis Berkhof. Teologia Sistemática. ECC, p. 267-268.

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