O Bom pastor e seus comentários

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Exposição 14: Os Afetos da Graça Nos Tornam Mais Parecidos com Jesus Cristo


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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Exposição 13 = 7ª, 8ª e 9ª Distinções: Os Afetos da Graça Nos Tornam Mais Parecidos Com Jesus Cristo. 30/11/2011.
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 177-192)
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Introdução:
1ª Distinção: Os afetos espirituais verdadeiros são concedidos por Deus.
2ª Distinção: A Base Fundamental dos Afetos da Graça é a Excelência Transcendental e a Natureza Digna das Coisas Divinas.
3ª Distinção: Os Afetos da Graça se baseiam no deleite pela beleza moral do Próprio Deus. 4ª Distinção: Os Afetos da Graça Nascem de Uma Mente Espiritualmente Iluminada Por Deus.
5ª Distinção: Os Afetos da Graça Trazem Uma Profunda Convicção Das Verdades Divinas.
6ª Distinção: Os Afetos da Graça Nos Levam à Consciência de Nossa Insuficiência Pessoal.
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7. Os Afetos da Graça Dependem de Conversões Que Transformam o Nosso Caráter.
Todas as virtudes espirituais surgem de uma compreensão espiritual transformadora da excelência e glória das coisas divinas (II Co 3.18). As Escrituras descrevem a conversão como uma mudança de natureza: nascer de novo, tomar-se novas criaturas, levantar-se dos mortos, ser renovado em espírito e na mente, morrer para o pecado e viver para a retidão, descartando o homem velho e vestindo o novo, partilhar da natureza divina.
A conversão é o volver do homem total do pecado para Deus de modo que a pessoa convertida se toma uma inimiga do pecado.
A conversão não destrói o temperamento natural das pessoas. Se nosso temperamento faz com que sejamos inclinados a certos pecados antes de nossa conversão, muito possivelmente tenderemos aos mesmos pecados depois dela, mas fará uma grande diferença! Embora a graça de Deus não destrua as falhas de temperamento, pode corrigi-las, de modo que mesmo presentes não dominarão sua vida como fizera antes. A conversão sincera faz-nos odiar o pecado, especialmente aqueles dos quais nos sentimos mais culpados.

8. Os Afetos da Graça Possuem a Gentileza de Cristo.
Cristo torna isso claro no Sermão do Monte, quando descreve o caráter daqueles que são verdadeiramente abençoados (Mt 5.5,7,9. Confira com Cl 3.12,13; Tg 3.14-17).
A santidade, em todos os seus aspectos, molda o caráter cristão especialmente tornando-o mais cheio de humildade, brandura, amor, clemência e misericórdia. As Escrituras apontam particularmente essas qualidades no caráter de Cristo (Mt 11.29). Ele ilustra essa verdade usando o cordeiro e a pomba (Mt 10.21,15; Lc 10.3; Ap 14.4).

Essas virtudes não anulam a ousadia cristã e nem o nosso dever de sermos bons soldados da guerra cristã, tomando posição contra os inimigos de Cristo e Seu povo, mas a ousadia não é uma espécie de uma ferocidade brutal. A ousadia cristã consiste em duas coisas:
(1) Dominar e suprimir afeições malévolas da mente;
(2) Seguir e agir resolutamente baseado nas boas emoções da mente sem ser perturbado por medo pecaminoso e hostilidade dos inimigos.
Embora essa ousadia apareça na oposição a nossos inimigos exteriores, ela aparece muito mais na resistência e conquista dos inimigos dentro de nós. A coragem e decisão do soldado cristão aparecem em sua forma mais gloriosa quando ele mantém calma, humildade e amor santos contra todas as tormentas e injúrias, todos os comportamentos estranhos e eventos perturbadores de um mundo mau e irrazoável (Pv 16.32).

Há uma falsa intrepidez que surge do orgulho, que quer se destacar dos outros; assim, muitas vezes os homens se opõem àqueles a quem chamam "carnais" simplesmente para ganhar a admiração dos outros. A verdadeira ousadia por Cristo, entretanto, eleva o crente acima do desagrado tanto de amigos como de inimigos; o crente prefere ofender a quem quer que seja, a ofender a Cristo. De fato, a intrepidez por Cristo aparece com mais clareza quando um homem está pronto a perder a admiração dos seus amigos mais do que quando se opõe aos inimigos com o apoio de seus amigos.

A gentileza cristã está presente especialmente no perdão, amor e na misericórdia.
Um espírito perdoador resulta na prontidão em perdoar os outros apesar do prejuízo que nos causaram. Por outro lado, se não temos esse espírito, é sinal que Deus não nos perdoou (Mt 6.12,14,15). Um espírito amável é um sinal do verdadeiro cristianismo (Jo 15.12; 13.35;I Jo 4.7,¬8; I Co 13.1-2). Um espírito misericordioso é uma disposição para a piedade e ajuda aos outros homens quando estão em necessidade ou sofrendo (Sl 37.21; Pv 14.31; Tg 2.15,16).
Isso não quer dizer que o cristão seja totalmente sem pecado, mas que sempre que o verdadeiro cristianismo estiver funcionando, terá essa tendência e promoverá esse espírito tipo-cordeiro, tipo-pomba de Jesus Cristo. Todas as emoções espirituais verdadeiras nutrem esse espírito.

9. Os Afetos da Graça Suavizam o coração tornando-o mais sensível.
Afeições falsas podem parecer que derretem o coração por um tempo, porém no fim endurecem-no. As pessoas sob a influência de emoções falsas, eventualmente se tornam menos preocupadas com seus pecados passados, presentes e futuros. Prestam menos atenção às advertências da Palavra de Deus e ao castigo de Sua providência. Tornam-se mais descuidados com o estado de suas almas e o modo de seu comportamento. Diminuem seu discernimento sobre o que é pecaminoso e tornam-se menos temerosos com a presença do mal naquilo que dizem e fazem. Por quê? Porque têm uma opinião muito elevada sobre si mesmos. Quando estavam sob a convicção do pecado e medo do inferno, podem ter sido muito conscienciosos de seus deveres religiosos e morais. Entretanto, depois que pensam não estar mais em perigo do inferno, abandonam o auto-controle e permitem a si mesmos entregar-se às suas várias luxúrias.

Tais pessoas não aceitam a Cristo como seu Salvador do pecado, mas apenas do castigo do pecado. Confiam nEle como o Salvador de seus pecados! Querem justificação sem santificação. Pensam que Cristo lhes permitirá tranqüilidade em seus pecados, e os protegerá do desagrado de Deus (I Jo 1.6; Jd 4; Ez 33.13).
As verdadeiras afeições espirituais fazem do coração de pedra cada vez mais um coração de carne; vivo e sensível. O verdadeiro cristão é sensível como uma criança (Mt 10.2 e 18.3; Jo 13.33). A carne de uma criancinha é tenra, assim como o coração de uma pessoa recém¬-nascida espiritualmente. A mente de uma criancinha é delicada; ela sente simpatia facilmente e não pode ver outros em dificuldades. O mesmo ocorre com um cristão. A bondade conquista facilmente a afeição de uma criancinha; assim é com um cristão. A criança se assusta facilmente com a aparência exterior do mal; da mesma forma, um cristão se alarma com a presença do mal moral.

Quando uma criancinha encontra qualquer coisa ameaçadora, não confia em sua própria força, mas corre para seus pais; do mesmo modo, um cristão não tem autoconfiança para lutar com inimigos espirituais, porém corre para Cristo. Uma criancinha longe de casa sozinha suspeita facilmente de perigo no escuro. De modo semelhante um cristão se apercebe dos perigos espirituais e se preocupa com a sua alma quando não pode ver claramente o caminho diante dele. Não quer ficar só e a alguma distância de Deus. Uma criança facilmente teme os mais velhos, teme sua ira e treme frente às suas ameaças. Do mesmo modo, um cristão teme ofender a Deus e treme diante do castigo de Deus.

Aplicações:
1. A vida cristã espelha a transformação de nosso caráter.

2. Gentileza e sensibilidade em tudo, não egoísmo e indiferença para com tudo e todos.

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