O Bom pastor e seus comentários

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sábado, 18 de março de 2017

Aula 6 = Entendendo a Luta do Seu Coração


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Igreja Presbiteriana Jardim Goiás – Classe de Casais – 1º Semestre-2017
Rev. Hélio O. Silva e Sem. Marcos Rosa Oliveira.
Aula 6 = Entendendo a luta do seu coração
Instrumentos Nas Mãos do Redentor – Paul David Tripp, Nutra, p.111-135 = 19/03/2017.
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Texto para leitura: Tiago 4.1-10.
Introdução:
O conflito é um dos principais efeitos da queda e não precisa muito para incitá-lo. Às vezes nos tornamos matadores profissionais dentro de nossas próprias casas. Mesmo quando nos apresentamos para conciliar conflitos na família, percebemo-nos nos tomando partido ou abrindo uma nova frente de tiro ao alvo.
         Os conflitos podem ser rixas insignificantes ou guerras declaradas. Muitas vezes se alimentam de ou alimentam amargura e ira. A verdade bíblica cristalina é a de os conflitos começam no nosso coração (Tg 4.1-10).

1. A origem dos conflitos é o coração.
Nós costumamos procurar a origem dos conflitos nos lugares errados. Como pecadores somos melhores em promover a guerra do que a paz. Tiago nos ensina que nunca entenderemos nossa ria olhando para fora e culpando os outros. Temos de olhar para dentro, para dentro de nossos corações. Para entender nossa ira temos de sondar nosso próprio coração (Lc 6.45).
As mesmas situações e os mesmos relacionamentos não deixam todas as pessoas iradas da mesma forma. O trânsito ruim ou o tagarela causam reações diferentes em diferentes pessoas. O que determina as reações diferentes e até adversas é como o coração recebe e trata dessas variadas situações que vivemos.

2. Um exército de desejos num mundo em guerra.
O foco de Tiago 4 não é apenas o coração, mas os desejos do coração. Há uma relação direta entre o conflito e o desejo do coração; entre o que queremos e o que desperta nossa ira.
Os desejos precedem, determinam e caracterizam tudo o que fazemos. Desde quando acordamos até deitarmos para dormir. No trabalho, nos relacionamentos, nas conquistas e derrotas eles estão lá. Até quando adoramos eles nos conduzem de forma falsa ou verdadeira. O desejo está na base de cada palavra, ação ou sentimento irados. Examinar nossos desejos é a única forma de entendermos nossa ira.
         Entendamos o ensino de Tiago.
a. Tiago não ensina que é errado ter desejos. Deus também deseja e o desejo molda nossos propósitos assim como molda os de Deus.
b. Tiago não coloca a palavra “mal” antes da palavra “desejo”. “Os desejos militam em nossa carne”. Tiago afirma que há uma guerra dentro de nós antes de ela existir fora de nós. A guerra que existe dentro de nós é para determinar o que controlará nosso coração. O que controlar o coração, controlará nossas vidas.

3. O duelo de reinos e o caos nos relacionamentos.
         Nossos desejos fazem guerra entre si e todos lutam contra Deus pelo controle de nosso coração. Nós desejamos estabelecer o nosso próprio reino à parte do reino de Deus.
         Os conflitos surgem entre nós dependendo de como os outros contribuem ou atrapalham a realização de nossos desejos. O problema verdadeiro não é o outro, mas como ele se encaixa em nossos desejos. Nossos desejos podem ser tanto errados quanto desordenados. Desejos desordenados que governam o coração abrem as portas para que cometamos pecados uns contra os outros. A ira não é causada pelas pessoas, mas por nossas reações aos desejos do coração que não se cumpriram. A nossa guerra contra as pessoas é almentada pela nossa guerra interior onde os desejos lutam entre si e contra Deus para governarem nosso coração.

4. O adultério espiritual e a ira contra as pessoas.
         Tiago chama essa atitude de “adultério”. Adultério é dar a outro(a) o amor prometido a alguém. Os conflitos humanos estão enraizados no adultério espiritual. Nosso principal problema não é o pecado dos outros ou as situações difíceis, mas é dar o amor prometido a Deus a outras coisas. Nós deixamos de adorar o criador para adorar a criação (Rm 1.25).
         Quando nosso coração é governado por desejos, nossa relação com Deus e com o próximo é afetada diretamente. Desejos que governam o coração afetam nossas orações e como enxergamos a Deus. Governados por desejos passamos a tratar a Deus como um garçom para nos servir e não um Pai que tem autoridade sobre nós. Como conversamos com um garçom? Como conversamos com o nosso Pai que é Deus? Se Deus é um garçom, a oração se trona um cardápio de desejos.

5. Uma graça zelosa.
         Tiago revela que não batalhamos sozinhos, mas temos o reforço da habitação do Espírito Santo em nós. Deus nos ama demais para deixar outros nos governarem e escravizarem.
A principal arma de Deus para vencer nossos desejos é a sua graça zelosa. Veja Tito 2.11-14. A graça agiu no passado, salvando-nos; age no presente, educando-nos; agirá no futuro glorificando-nos.

6. A conquista do coração.
         Nossos desejos nos aprisionam, a graça nos salva e liberta. Nossos desejos se tornam maus quando são aprisionados pelo pecado e por ele governados. Muitos desejos não são maus em si, mas governados pelo pecado eles se inclinam para o mal.
Desejos desordenados se tornam exigências e depois necessidades. Dessa forma sevem ao pecado que habita em nós. Ansiamos desesperadamente por aquilo de que não precisamos muitas vezes.
Nós confundimos desejos com necessidades. Isso gera expectativas irreais para com os outros que azedam nossos relacionamentos.

7. A humilde limpeza do coração.
         Qual a solução proposta por Tiago?
A. Humilhação na presença de Deus, ou melhor, arrependimento reverente.
B. Limpar o coração. Toda reconciliação começa com a purificação do coração.
Tiago nos mostra que não possível praticar o segundo grande mandamento sem praticar o primeiro! Sempre que tivermos que nos reconciliarmos com alguém temos de começar nos reconciliando com Deus. Problemas de relacionamento tem sua raiz em problemas de adoração. Veja Tiago 5.13-26.

Aplicações:
1. Paixões e desejos poderosos competem com a graça de Deus e a presença do Espírito Santo em nossas vidas. Quem anda no Espírito nunca satisfaz os desejos da carne.

2. As duas realidades.
®  Há uma guerra sendo travada em nosso coração, mas também Deus habita em nós por seu Espírito. O que governa o meu coração moldará minhas respostas às lutas e às bênçãos; às vitórias e às derrotas de nossas vidas.

®  A outra realidade é nossa união com Cristo, que é vital, eterna e inquebrável. Ele é o nosso redentor, mas também é o nosso mediador e intercessor.

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