O Bom pastor e seus comentários

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sábado, 17 de setembro de 2011

A Verdadeira Religião Consiste Largamente de Afetos (Observações 1 a 4)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Grupo de Estudo do Centro – Uma Fé Mais Forte Que As Emoções
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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Exposição 03 = A Verdadeira Religião Consiste Em Larga Escala De Afetos (Observações 1 a 4). 10/08/2011
Uma Fé Mais Forte Que As Emoções – Jonathan Edwards (p. 46-52)
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Edwards definiu "afetos" ou "afeições" pelas disposições do coração que nos inclinam para certas coisas e nos afastam de outras. Todas as nossas ações derivam dos nossos desejos. A verdadeira vida cristã depende do cultivo das inclinações certas da vontade e dos afetos na direção de uma vida santa. Após essa definição, Edwards faz 10 observações que comprovam a sua tese:

1. A verdadeira religião consiste, em larga escala, de fortes inclinações e vontade.
A força de nossa consagração é determinada em grande parte pelo exercício fervoroso do coração e atos vívidos. Deus não aceita e não quer uma religião de desejos fracos, insípidos e sem vida. A mornidão espiritual não tem a sua aprovação (Ap 3.15,16).
Deus insiste que sejamos “fervorosos de espírito” (Rm 12.11) e que toda a nossa alma e força sejam empregados no seu serviço (Dt 10.12). Não devemos viver daaparência da santidade, mas do seu poder (II Tm 3.5). O Espírito Santo faz arder o coração de quem ouve e entende a sua palavra (Lc 24.32). Paulo compara a vida espiritual a uma corrida e a uma luta que exige de nós esforço e dedicação (I Co 9; II Tm 2). A verdadeira religião exercita intensamente a vontade.

2. Os afetos motivam os atos humanos.
A natureza humana decaída é preguiçosa. As nossas afeições (emoções, inclinações, sentimentos) nos colocam em movimento na tomada de decisões. Quem possui conhecimento doutrinário mas sem disposição para agir não sairá do lugar para crescer na fé.

3. Questões religiosas só nos interessam até o ponto em que nos afetam.
Podemos ouvir a pregação e o ensino da palavra de Deus constantemente e encher nossa mente de conhecimento doutrinário, mas se tudo isso não mexer com nossas afeições e sentimentos, pouco faremos de positivo para mudar nossa posição. Tudo o que ouvimos sobre Deus e seu poder, amor, compaixão, maravilhas e tudo mais; precisa tomar assento seguro nosso coração, porque se não, permaneceremos indiferentes. Se nossas afeições não forem tocadas, não haverá mudança espiritual em nós.

4. As sagradas escrituras enfatizam os afetos como expressão de nossa consagração a Deus.
Alguns exemplos são mais que suficientes para mostrar esse ponto:
a) Temor:
A verdadeira santidade consiste no temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria (Sl 111.10).

b) Esperança:
A esperança compõe a tríade das virtudes permanentes na eternidade (I Co 13.13). Ela é fonte de nossa alegria (Sl 146.5; 147.11). Ter esperança em Deus faz-nos benditos diante dele (Jr 17.7). Está associada ao temor (Sl 33.18). Ela é o capacete do soldado cristão (Ef 5.8) e sua âncora da alma (Hb 6.19).

c) Amor a Deus e ódio ao pecado:
(O amor será tratado no ponto 5 exclusivamente). O cristão deve praticar o seu oposto (o ódio) para com o pecado. Deve-se temer ao Senhor e odiar o mal (Sl 97.10; Pv 8.13). Odiar o mal é prova de sinceridade de nossa fé para com Deus (Sl 101.2,3; 119.104).

d) Desejo:
Nosso desejo ser santo e deve expressar nosso anseio, sede, fome e busca por Deus (Is 26.8; Sl 27.4; 42.1,2; 63.1,2; 73.25; 84.1,2; 119.20; 143.6,7). Ter fome e sede por Deus é uma bem aventurança (Mt 5.6; Ap 21.6).

e) Alegria:
Devemos exercitar nossa alegria em Deus constantemente (Fp 3.1; 4.4). Ela faz parte do fruto do Espírito (Gl 5.22).

f) Pesar:
Edwards chama de “contrição” (p.51). o Senhor está perto de quem tem o coração quebrantado e contrito (Sl 34.18). Esse tipo de quebrantamento agrada a Deus (Sl 51.17; Is 57.15; 66.2).

g) Gratidão:
A gratidão está relacionada ao reconhecimento e louvor a Deus (Cl 3.16,17).

h) Misericórdia:
Também chamada de compaixão. O justo é compassivo e por isso tem o coração bondoso para fazer donativos a quem precisa (Sl 37.21). Quem é compassivo honra a Deus (Pv 14.31). Como povo escolhido de Deus devemos nos revestir de compaixão pelas pessoas (Cl 3.12).

i) Zelo:
O zelo é o que nos tira da mornidão espiritual e somos censurados por Cristo pela falta de zelo (Ap 3.15,16,19). Cristo nos salvou para sermos zelosos de boas obras (Tt 2.14).

Conclusão Parcial:
Esses exemplos acima são apenas uma amostra da veracidade de que a nossa consagração a Cristo está intimamente ligada às nossas afeições e inclinações. Devemos zelar por conhecer as escrituras e atentamente praticar seus preceitos e orientações.

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