O Bom pastor e seus comentários

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sábado, 24 de setembro de 2011

Aula 21 = O Poder do Pecado (I)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
Classe de Doutrina II – Quem é o Homem Para Que Dele Te Lembres?
Professores: Pr. Hélio O. Silva e Presb. Baltazar M. Morais Jr.
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Aula 21 = O Poder do Pecado (I) (11/09/2011).
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Nós pecamos e dizemos que não vamos pecar mais; e no dia seguinte pecamos outra vez com uma rebeldia ainda maior!
Por que isso é assim?
Creio que poderíamos relembrar o que Kris Lundgaard nos disse em seu livro O Mal Que Habita Em Mim, logo no primeiro capítulo:

1. O fato de o pecado habitar em nós é uma lei (Rm 7.21).
Não como uma lei de trânsito ou um dos preceitos dos 10 Mandamentos como “Honrar pai e mãe” ou “Não matarás”. Mas o pecado é como a lei da gravidade. Não é uma lei de preceito, mas uma lei que nos rodeia e permeia o tempo todo e que tem a força de nos obrigar a fazer a sua vontade. Faça o que quiser a gravidade sempre estará ai. Nesse sentido, toda necessidade e inclinação em nós é uma lei. A fome é uma lei; o sono é uma lei; a sede é uma lei; a atração sexual é uma lei. Todos nos impelem numa determinada direção. O pecado é uma lei desse tipo (uma necessidade ou uma inclinação) dentro de nós que está sempre tentando a satisfazer desejos e caprichos seus. Ele nos atrai e seduz; ele nos ameaça e pune; ele nos maltrata e até nos mata se não fizermos sua vontade.
Cristo derrubou o seu domínio; enfraqueceu o seu poder; matou suas raízes de modo que a morte eterna foi arrancada de nós, mas até a sua volta, o pecado continua colocando suas mãos em nossa garganta.

2. Essa lei está dentro de nós.
Essa lei está dentro de nós lutando e resistindo à ação do Espírito Santo, guerreando contra ele a cada momento (Gl 5.16), sempre tentando abrir a porta para ação do mundo e do diabo em nossas vidas, além de dar vazão às suas próprias cobiças e crimes. Paulo pergunta: “Quem me livrará” dessa lei interna e maligna? A Bíblia chama essa lei de “Carne”

 O que é a Carne?
• Não é a carne física - criada por Deus.
• Não é a carne como descendência ou relacionamento.
A carne é a natureza humana pecaminosa de cada um de nós; aquela inclinação para o pecado dentro de nós que nos faz ser sujeitos às tentações e quedas.
Tem uma conotação ativa - é inimiga da presença de Deus em nós. (1) Está sempre se auto justificando, “cobrindo o mau cheiro dos pecados com o desodorante das desculpas” (Russel P. Shedd). Tem prazer nas falhas dos irmãos para se fazer sobressair. (2) Sempre buscando a independência, o individualismo e a presunção, fazendo-se superior e auto-suficiente. (3) Sempre fugindo da culpa, lançando-a sobre os outros, fugindo de confessar os pecados a Deus. (4) Sempre se rebelando contra Deus. Somos carnais, vendidos à escravidão do pecado (Rm. 7.14). (5) Ela é uma lei nos nossos membros que nos escraviza (Rm 7.20). Como a Lei da gravidade (Kris Lundgaard).
A carne é corrupta e sujeita à podridão (Gl. 6.8 - quem semear para a carne - colherá corrupção). Ela é um princípio de oposição a Deus dentro de nós.

 A Carne Busca a Satisfação de Seus Desejos V. 16
a) Satisfação: Satisfazer é completar o desejo, cumprir, atender a finalidades. Ela jamais se satisfaz, quer sempre mais.
b) Concupiscências - Desejos fortes - Aquilo que você quer demais ao ponto de ficar desesperado (paixão) desejos da vaidade dos olhos (I Jo 2.16).

 A Carne Milita Contra o Espírito V. 17:
Os desejos da carne se opõem aos desejos do Espírito.
a) Eles são opostos. A palavra tem o sentido de uma guerra de trincheiras. São inimigos declarados. Uma guerra de trincheiras é uma estratégia para ver quem resiste mais tempo.
b) A guerra - “militam”. Mesma palavra para concupiscência. “A carne deseja fortemente contra o Espírito (kata- para baixo). A idéia é de suprimir, subjugar e apagar o Espírito.

 Sempre que a nossa natureza pecaminosa reina, o Espírito está sendo apagado.
Como podemos perceber isso? Quando temos:
1) Maior alegria nas obras da carne do que no fruto do Espírito.
2) Relaxo no trato com os pecados. Não querer confessá-los logo.
3) Desânimo para com a oração e o estudo da Bíblia.
4) Insatisfação quanto às coisas de Deus. Não ter desejo de freqüentar a igreja. Fugir do serviço cristão. Vergonha em testemunhar (etc).
Satisfazer a carne é perder-se em desejos, visto que a carne não quer o nosso querer verdadeiro.
Em Mateus 13.20,21 - A semente que caiu em terreno rochoso, não cresceu, porque não suportou angústia e perseguição. A carne não deseja o sofrimento. Quantos não são aqueles que se enveredaram para o mundo outra vez, após terem descoberto que ser cristão é mais difícil do que imaginavam. Que tinham de viver para Deus e não mais para si mesmos! (II Co 5.14). Que a liberdade que Deus dá não é liberdade para fazer o que quiser (II Co 3.18).

3.Essa lei pecaminosa se manifesta até mesmo em nossos melhores momentos.
O próprio apóstolo João nos diz que “se dissermos que não temos cometido pecado” (I Jo 1.10) fazemos a Deus mentiroso, porque ele diz em sua palavra que somos todos, sem exceção, pecadores na sua presença.

4. Essa lei nunca descansa.
Ela faz guerra contra o Espírito todos os dias no nosso presente (Gl 5.16-18).

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Bibliografia: Kris Lundgaard, O Mal Que Habita Em Mim, ECC, p.17-20./ Russel P. Shedd, O Mundo, A Carne e o Diabo, Vida Nova, 49-83.

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