O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Atos 16 - Tu e Tua Casa


®   Atos 16: Tu e tua casa.

O capítulo 16 de Atos faz parte da sessão que vai de 15.36 a 18.21 e compreende a narrativa que Lucas faz da segunda viagem missionária de Paulo. Podemos dizer que estamos entrando no coração do livro de Atos. A segunda viagem de Paulo é bem mais longa e abrangente que a primeira, sendo coroada de muitos frutos. Alguns fatos precisam ser pontuados: A riqueza da experiência missional de Paulo fundando várias igrejas importantes; o primeiro olhar do Evangelho na direção do ocidente acontece a partir de Atos 16 com a fundação da primeira igreja europeia (Filipos); o aumento das perseguições; a formatação da equipe missionária paulina com a inclusão de Timóteo, Lucas e Tito; a participação de Priscila e Áquila, bem como a conversão e atuação de Apolo. De muitas formas, essa seção de Atos é tanto desafiante quanto impactante.

O Espírito Santo não só impulsiona o trabalho, como às vezes também o impede, redirecionando-o (v.6,7). A ferramenta do Espírito Santo foi tanto as circunstâncias como a “visão de Paulo à noite”. Também é o Senhor quem abre o coração das pessoas para que ouçam e creiam no Evangelho (v.14). Uma mulher rica (Lídia), uma escrava e um carcereiro. Pessoas de camadas sociais diferentes unidas pelo evangelho para formarem e conviverem numa mesma igreja com suas famílias. A diversidade experimentando a unidade em Cristo. Isso deveria ser fundamental nas nossas estratégias missionárias. Será que não foi por isso que Lucas gastou mais tempo descrevendo a experiência da pregação do Evangelho em Filipos?

Por outro lado, a igreja precisa também fazer bom uso da lei secular a favor do Evangelho. Exigir o respeito dos poderes constituídos não é desrespeito e nem insubordinação, mas um direito justo. A base da relação igreja/Estado, segundo as Escrituras, é a justiça, e não o favorecimento. A igreja nunca deve pleitear o favor do Estado, mas a liberdade de crer e anunciar o evangelho sem restrições injustas.

A perseguição é uma realidade para a igreja não porque ela sonega impostos; se vende por propinas ou “viraliza” sua intolerância por meio de intrigas com outros cultos ou outras religiões. A perseguição é uma realidade porque a igreja prega o evangelho que impõe mudanças morais na vida das pessoas por causa da santidade de Deus. As exigências morais do evangelho vão de encontro a todas as conveniências sociais que perpetuam a exploração do próximo pelo mais rico, pelo mais poderoso e pelo mais esperto. A perseguição acontece porque amamos mais a Deus que ao mundo (1 Jo 2.15-17) Porque o mundo odeia a Cristo e seu evangelho o mundo sempre odiará a igreja também.


         Em Atos 16, Lucas nos mostra, acima de tudo, que o evangelho não é uma experiência intimista e solitária, mas uma benção para ser experimentada por você e sua família e que quando um da família crê, a porta se abre para a família toda se unir ao evangelho. Embora, em alguns casos, o evangelho divida famílias, na maioria das vezes ele não só as une como fortalece ainda mais o vínculo familiar elevando-o da condição sanguínea para o da fraternidade em eternidade por meio da cruz. 

Com amor, Pr. Hélio.

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