O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

08 = 2 Pedro 1.16-18 = O Testemunho Apostólico


Monte Tabor e Basílica da Transfiguração = Galiléia - Israel

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
08 = 2 Pedro 1.16-18 – O Testemunho Apostólico.   (26/09/2012)
Grupo de Estudo do Centro – Fortalecendo a Fé dos Cristãos
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Rogério Bernardes.
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2 Pedro – Sermões Expositivos – D. Martin Lloyd-Jones,PES, p. 111-121.
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Introdução:
As declarações de Pedro nesse parágrafo são fundamentais para a apologética cristã (defesa do Evangelho para os que são de fora da Igreja).
Visto que a preocupação de Pedro é fortalecer a fé de cristãos em agonia e sofrimento, ele argumenta que a segunda vinda de Cristo é a fonte de nosso consolo e segurança. Todavia, alguém pode objetar: Como podemos ter certeza de que esses fatos prometidos são reais e vão acontecer mesmo?
Pedro apela ao testemunho apostólico:

I.         o testemunho apostólico não é baseado em fábulas.

®    Havias muitos mitos e fábulas escritos na época de Pedro.
Fábulas são narrativas imaginárias fora da realidade que encerram aplicações morais. Uma característica das fábulas é seu caráter fantasioso, ou seja, elas se desprendem da realidade seguindo caprichos da imaginação. Na época de Pedro havia algumas estranhas enquanto outras eram maravilhosas; muitas até gozavam de aceitação geral, mas nenhuma era verdadeira, pois era fruto da inteligência e imaginação humanas.
Circulavam várias interpretações alegóricas do Antigo Testamento acrescidas de contos e fábulas judaicas. Havia inúmeros mitos, contos e fábulas sobre diversos deuses que tinham assumido forma humana e tinham habitado na terra (mitologia grega). Existiam vários evangelhos apócrifos que alegavam narrar detalhes da vida de Cristo na terra (Evangelho de Tomé, de Judas, de Pedro, de Tiago etc). Eles contêm relatos fantasiosos da vida de Cristo que contradizem as afirmações dos Evangelhos canônicos.


II. o testemunho apostólico e a profecia são nossas fontes de autoridade.

®    A verdadeira questão a ser debatida é: Qual a nossa fonte de autoridade?
            Pedro aponta nesse parágrafo duas fontes: O testemunho Apostólico (v.16-18) e a Profecia (v.19-21). Quanto ao testemunho apostólico três verdades precisam ser esclarecidas:

a)      Nossa autoridade não se baseia na natureza mais nobre e exaltada do ensino apostólico.
A fé no evangelho não é fruto de um trabalho de religiões comparadas que chegou a conclusão que o cristianismo é superior por causa da nobreza de seu ensino. Outras religiões ensinam valores elevados tanto quanto o cristianismo o faz. Não faz parte da pregação cristã detratar ou denegrir outras visões de vida e sua cosmovisão (p.115). Nossa fé no evangelho advém do fato de que ele é único em sua natureza.
O budismo e o islamismo possuem valores nobres e uma ética bem definida. Os filósofos gregos clássicos, alguns contemporâneos de Cristo disseram e escreveram de forma talentosa sobre valores e virtudes da vida. Não temos o direito de reivindicar para o evangelho de Cristo uma singularidade baseada unicamente em critérios éticos e morais, ainda que sejam nobres e elevados. Muitos rejeitam o evangelho exatamente por acreditar que seu ensino já se faz presente em outras ideologias, filosofias e religiões (Ex. Ghandi: “_Eu sinto o mesmo prazer ao ler os Vedas que sinto ao ler a Bíblia”).

b)      Nossa autoridade não se baseia na experiência pessoal ou nas suas conseqüências positivas na vida das pessoas.
Os homens querem provar com a ciência que milagres não podem acontecer. Muitos respondem a isso apontando para a sua experiência pessoal como prova da veracidade do evangelho. Para Lloyd-Jones isso é baratear o evangelho e destituí-lo de seu real poder. O Evangelho não é verdadeiro porque nós cremos nele, mas nós cremos nele porque ele é verdadeiro. Se basearmos nossa certeza na subjetividade de nossa experiência nos colocaremos em pé de igualdade com todas as seitas que assim o fazem.
Todas as religiões não cristãs podem tornar homens melhores do que eram antes. A Ciência Cristã, seitas e mesmo a psicologia podem elaborar exercícios comportamentais que ajudem as pessoas a serem pessoas melhores.

c)      Nossa autoridade se baseia na veracidade dos fatos testemunhados pelos apóstolos.
É vital compreendermos o caráter positivo e a natureza da apologética cristã. A sua base é o depoimento e testemunho apostólico de certos fatos tomados como verídicos. A base de nossa fé repousa solidamente em certos fatos dos quais os apóstolos foram testemunhas oculares e nos relataram. Os apóstolos expunham certos fatos que presenciaram a respeito de Jesus Cristo.
Atos 10 é um exemplo claro da importância desse fato. Pedro testemunha a Jesus de Nazaré com quem esteve e viu realizar várias obras comuns e milagrosas; depois foi morto numa cruz e por fim ressuscitou e foi assunto ao céu diante e seus olhos. O testemunho apostólico é que aquele homem de Nazaré é o Deus criador e salvador. Pedro relembra o que viu no monte da transfiguração e a voz que ouviu testificando a filiação divina de Cristo (Lc 9).
Toda a nossa apologética está galgada no seguinte ponto: Eu aceito ou não que a declaração de Pedro quanto à veracidade dos relatos bíblicos? Eu creio ou não nas escrituras como sendo verdadeiras e sagradas? Não estamos argumentando que milagres podem acontecer, mas que o testemunho dado pelos apóstolos é verídico ou não.
Pedro afirma que tinha estado com Cristo no dia de sua transfiguração e que tinha ouvido a voz de Deus dizendo: “_Este é o meu Filho, Nele eu tenho toda a minha alegria”.

Conclusão:
(1) Se acreditarmos nas filosofias modernas teremos de negar a veracidade dos milagres e, por conseguinte, das escrituras. O evangelho é único no sentido de que dá testemunho inequívoco dos fatos concernentes à encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão de Cristo.

(2) Tornar-se cristão não significa ter tido uma experiência e ter-se tornado uma pessoa melhor, mas se cremos nos fatos narrados nos evangelhos e nas escrituras sobre a redenção que nos é oferecida em Cristo, o Filho unigênito de Deus! Ou creio que são fatos e que, portanto, operam o que afirmam, ou são fábulas, puro entretenimento religioso.

(3) A ciência nunca pode remover fatos e/ou alterar acontecimentos ocorridos na história. Não peçamos desculpas por nossa fé reduzindo-a a menos que é.

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