O Bom pastor e seus comentários

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Cantares 8.7a = Um Amor Que Não Se Afoga



Um Amor Que Não Se Afoga (Cantares 8.7a).

O Feitiço de Áquila é um filme que narra a parábola de um amor impossível por causa de um desejo irrealizável. Durante o dia o moço apaixonado é homem e a moça uma águia. À noite ela é uma linda mulher; ele, um lobo preto perigoso. Somente durante o nascer do sol quase se tocam, então a odiosa transformação ocorre e eles não podem se encontrar. Foram condenados a viverem sempre juntos, mas eternamente separados, porque tanto o lobo como a águia são animais monogâmicos. Esse era o feitiço do feiticeiro.

Muitas pessoas vivem assim no seu casamento. Fazem tudo juntos, mas não conseguem se encontrar. Quando estão prestes a se encontrar, uma vira águia bica e voa, e o outro vira lobo morde e foge.

A Bíblia pinta no livro de Cantares uma realidade diferente. Cantares celebra a dignidade e a pureza do amor humano, que chega até nós, neste mundo pecaminoso, em que a luxúria e a paixão mostram-se por toda a parte, tentando ferozmente quebrar o padrão de matrimônio dado por Deus.

Essa é a razão porque o livro não pode ser interpretado alegoricamente ou tipologicamente como se apenas representasse a relação de Cristo com sua igreja. Também não pode ser interpretado como um drama teatral do casamento, mas deve ser interpretado naturalmente; pois tudo nele escrito expressa e significa a pureza da relação de um homem com uma mulher que vivem seu casamento dentro dos padrões da aliança dada a nós por Deus e abençoada no casamento cristão.

Esse amor aprende a resistir a tudo, porque ama apaixonadamente, cheio de erotismo e paixão, sim, mas também pleno de respeito, companheirismo e amizade. Um amor que se compromete e não se vende por nada.

O ensino bíblico é claro: É possível viver um amor que não se apaga e nem se afoga. Que embora possa viver momentos de esfriamento, por Deus, pode ser despertado e crescer com isso. O verdadeiro amor conjugal alimenta uma relação crescente. I Coríntios 13 afirma sem rodeios que o amor jamais acaba. Como isso é possível?

(1) Desfaça a ilusão do estoque inesgotável sendo realista (Jo 2.2-11).
É preciso entender que o amor não é “investimento”, é doação. O amor nasce da graciosidade do coração, de um chamado interior que é tão forte como a morte (v.6) e que precisa ser cultivado carinhosamente a cada dia.

(2) Avalie suas posturas, comportamentos e sentimentos para evitar surpresas.
O que está acontecendo comigo? Quando isso começou? O silêncio, a insensatez e dissimulação são ingredientes da maior panela de pressão dentro do casamento. Se não for retirada do fogo, um dia ela explode!

(3) Consolide a amizade do casal.
Um casamento não é feito somente de erotismo e diversão. Ele é feito tal qual é construída uma casa; com muito trabalho, suor, cansaço e lágrimas. O apaixonado de Cantares chama sua amada de “Minha irmã”. Você pode dizer que sua esposa é sua melhor amiga? Você pode dizer que o seu marido é seu melhor amigo? A amizade na relação conjugal não é substituta da paixão, mas o seu mais justo sustento e complemento para aprofundar o companheirismo. Sem companheirismo o sexo não sustenta um casamento. Por outro lado, intimidade dentro do casamento é mais que amizade é cumplicidade sexual e também moral.

(4) Desenvolva a intimidade em todos os níveis.
Esta é a mensagem central de Cantares. O casamento é lugar de: Erotismo (7.1-8.4); Compromisso (8.6,7); Recato e confiança (8.8-10); Saudade e comunhão (8.13-14).

Saibam que inundações virão, mas também passarão, entretanto enquanto durarem, é preciso resisti-la juntos. Resistam juntos. Custe o que custar, mas, juntos! E Deus abençoará vocês.
Com amor, Pr. Hélio.

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