O Bom pastor e seus comentários

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Atos 22 = Até Essa Palavra.



®   Atos 22: Até Essa Palavra.

Atos 22 é o testemunho bíblico a respeito da intolerância dos intolerantes. As construções sociais de nosso tempo se organizam de tal modo a anular qualquer raciocínio contrário ao politicamente correto, culturalmente comercializado; filosoficamente idolatrado ou ideologicamente proposto.

A prisão de Paulo e seu interrogatório público colocam em relevo a pressão e a opressão sobre o que é culturalmente contrário.

Paulo falou ao povo em hebraico. Ele sabia o que estava fazendo e por que. Apresentou sua defesa (apologia – v.1) convicto de estar articulando a verdade. A razão da polêmica em torno dele era a sua conversão cristã, considerada uma traição na opinião dos judeus. Ele conta a história do caminho de Damasco; ele conta a respeito de seu encontro real com Cristo mais de uma vez no início de sua fé; ele conta a respeito de inesperada, mas drástica mudança em seus planos por causa da intervenção de Deus na sua vida.

Chama a atenção o conteúdo da conversa com Ananias no verso 14. Cristo escolhera a Paulo para que o conhecesse, vendo-o pessoalmente e conversasse com ele. O testemunho de Ananias é a essência do conceito bíblico de apostolicidade. Cristo o fizera ali apóstolo aos gentios pessoalmente, presencialmente. Uma verdade bíblica ignorada pelos autodeclarados apóstolos de nosso tempo.

Ser apóstolos aos gentios era sua vocação, seu chamado, o sentido de sua existência. Paulo teria escolhido ficar em Jerusalém e reparar o erro de suas atitudes anticristãs passadas, mas o próprio Cristo o enviara para longe, aos gentios (v.21). Sua justificativa era sua vocação. A mudança operada por Deus em sua vida e cosmovisão era seu argumento e testemunho. O Evangelho, seu conteúdo e fundamento.

Como convencer quem não quer ouvir? É difícil compreender a intolerância quando o pecado está do outro lado, ou seja, por que os judeus estavam sendo intolerantes contra Paulo, até mesmo judeus convertidos a Cristo, quando eles mesmos não guardavam a Lei nos seus requerimentos mais básicos?! Como parece fácil justificar o ódio usando a Escritura, quando não se obedece a própria Escritura!

Os que querem a morte de Paulo não são diferentes dos que querem a morte intelectual da Igreja e exigem seu silêncio nas academias, nas repartições e até mesmo nas praças. Dói nos ouvidos falar de nossas incoerências diante de Deus. Dói nos ouvidos ter de responder ao testemunho da verdade.

Será que a voz do povo é a voz de Deus? Nunca foi, nunca será.

Com amor, Pr. Hélio.


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