O Bom pastor e seus comentários

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

08 = 2 Coríntios 5.1-10 = A Casa Terrena e a Casa Celestial







Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
08 = 2 Coríntios 5.1-10 = A Casa Terrena E A Casa Celestial                   23/09/2014.

Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair B. Machado.
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Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.113-128.
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Introdução:
Como devemos nos comportar diante da morte? Ela não é o fim da linha, mas o raiar de uma gloriosa eternidade. Aqui Paulo fala da morte e da ressurreição usando figuras complexas e cheias de significado para a nossa fé e esperança. Paulo trata desse assunto por meio de sete verdades que precisamos conhecer e seguir.

1. Uma certeza inequívoca: Temos uma casa eterna nos céus (v.1).
Paulo usa figuras da moradia para referir-se ao nosso corpo presente e o corpo da ressurreição. Seu tema é a morte e a ressurreição. “Tenda” e “tabernáculo” se referem ao nosso corpo na condição atual, antes da ressurreição. É como uma casa precária, temporária, transitória, que se enfraquece, adoece e morre. Essa casa é contrastada com a celestial, que é permanente e eterna. Nosso corpo agora é frágil, mas o corpo da ressurreição será glorioso. Uma tenda é uma habitação provisória, mas a casa é uma habitação definitiva.
Quando morrermos, mudaremos do provisório para o permanente. Nosso corpo é corruptível, mortal e decadente, mas o corpo da ressurreição será incorruptível, imortal e glorioso (1Co 15.53,54).
Embora se refira ao nosso corpo na condição atual como frágil e decadente, não compartilha do conceito advindo da filosofia grega de que a matéria é má e que o corpo é como uma prisão da alma. A morte não é a libertação da alma da prisão do corpo, mas a remissão de ambos, corpo e alma; bem como da mudança de um corpo de fraqueza para um corpo de poder; do terreno para o celestial; do temporário para o permanente; do mortal para o imortal; do corruptível para o incorruptível. Isso não é um desejo especulativo, mas uma certeza inequívoca, pois se trata de algo que os cristãos “sabem” (v.1 = 1Co 15; 1Ts 4.13-18).
Não cremos que a morte determina o fim da existência humana; nem que a alma fica vagando em busca da luz; não cremos que a alma se reencarna posteriormente em outro corpo; nem que ela vai para o purgatório expiar seus pecados; não cremos que ela fica dormindo no túmulo junto com o corpo em decomposição e nem na aniquilação da alma por Deus. Cremos que na ressurreição corpo e alma são reunidos novamente e que o corpo é glorificado para se tornar apropriado para a vida na eternidade. Há uma mudança de endereço (2Tm 4.6-8), onde o corpo ressurreto deixa de ser uma tenda frágil para tornar-se um edifício permanente.

2. Um gemido profundo: Enquanto vivermos aqui gememos desejando o céu (v.2).
 O gemido expressa nossa impotência e fraqueza. A criação geme (Rm 8.22); os crentes gemem aguardando a redenção final do corpo (Rm 8.23) e o Espírito Santo geme intercedendo por nós (Rm 8.26). Esse gemido acontece em função da aspiração positiva pela “habitação celestial”. O melhor da vida é o que estar por vir, o que foi prometido por Deus e por ele preparado para a eternidade!

3. Uma aspiração gloriosa: O revestimento da glória eterna (v.2b-4).
O que nós esperamos com ansiedade não é a morte, mas a redenção do corpo (Rm 8.23). A gloriosa transformação se dará pelo revestimento desse corpo corruptível pela incorruptibilidade do corpo glorificado, de modo que esse será absorvido (lit. devorado) por aquele. Na mesma medida que gememos pelas fraquezas do corpo presente, devemos ansiar pelo revestimento do corpo de glória.

4. Um Penhor Seguro: A habitação permanente do Espírito Santo em nós (v.5).
Deus nos preparou para o cumprimento dessa gloriosa promessa nos concedendo o penhor do Espírito quando cremos em Cristo. Há uma promessa objetiva de redenção e uma experiência subjetiva da habitação do Espírito Santo em nós. Esse fato nos relembra que as glórias prometidas para o futuro já começam aqui. A existência atual é o fundamento da vida na glória. O penhor do Espírito é a garantia de que a obra que Deus começou a fazer em nós será concluída (Fp 1.6). Um penhor é o pagamento da primeira prestação que garante que as demais serão quitadas. Esse penhor é a garantia de que não caminhamos para um fim tenebroso, mas glorioso (2 Pd 1.19).

5. Uma confiança plena: Um dia viveremos com o Senhor (v.6-8).
Essa segurança da vida eterna tem dois elementos que a sustentação no tempo presente: Um bom ânimo e uma confiança plena. Esses versos nos ensinam que o céu não é apenas o nosso destino, mas também a nossa motivação para uma vida digna de Deus enquanto vivermos aqui. Somos confiantes quanto ao futuro e corajosos quanto ao presente. Enquanto for assim, a morte jamais será para nós uma tragédia, mas o mais puro lucro (Fp 1.21).  Só aqueles que tem o penhor do Espírito Santo podem ter essa confiança.

6. Um esforço real: Sermos agradáveis a Deus (v.9).
            Paulo sempre associa dever com doutrina. O que Deus fez por deve nos motivar a fazer algo por ele. Não há verdade no cristianismo que não seja filha do amor e mãe do dever.
Se nosso projeto de vida é agradar a Deus, desejar o céu não deve nos desmotivar ao serviço altruísta aqui, pelo contrário. As pessoas que mais amaram o céu foram as que fizeram as coisas mais importantes na terra.

7. Um tribunal justo: Todos compareceremos perante o julgamento de Deus (v.10).
O caminho da glória é também o caminho do juízo. Cada pessoa ouvirá o veredicto dito por Deus baseado em sua conduta pessoal.
   a)      O tribunal de Cristo será justo. Ninguém poderá escapar dele.
   b)      O tribunal de Cristo será imparcial. Seu julgamento não receberá nenhuma influência de fora.
   c)      O tribunal de Cristo será meticuloso. O que semearmos, isso colheremos.
   d)     O tribunal de Cristo será revelador. Julgará tanto nossas ações como intensoes (1Co 4.5).
   e)      O tribunal de Cristo será distribuidor. Daremos um relatório de todas as nossas obras a Deus (Rm 14.10-12). Ali os infiéis serão condenados eternamente e os justificados receberão as recompensas das promessas e da graça

Aplicações:

1. Devemos viver a vida daqui com os olhos lá em cima (Cl 3.1-3).

2. Devemos nos submeter ao Espírito e aceitar seu governo abençoador em nós.


3. Procuremos viver de modo agradável a Deus sempre.

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