O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

10 = 1 Timóteo 4.1-10 - A Detecção do Ensino Falso.



---------------------------------------------------------------------------------------------------
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
10 = 1 Timóteo 4.1-10 – A Detecção do Ensino Falso.23/10/2013.
Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2013
Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair Batista.
--------------------------------------------------------------------------------------------
A Mensagem de1 Timóteo – A Vida na Igreja Local – John R. W. Stott, ABU, p.109-119.
--------------------------------------------------------------------------------------------

Introdução:
Os falsos mestres negam o que a igreja confessa. Eles se aglomeram em dois grupos dentro da igreja: Os que abandonam a fé e abraçam a falsidade e os que duvidam da verdade por menosprezar a condição dos pregadores; no caso de Timóteo: A sua juventude. No capítulo 4, Paulo mostra como detectar o falso ensino (1.10) e depois como o ensino verdadeiro pode ser aceito e aprovado (4.11-5.2).
Se desejamos manter a igreja local livre do erro e firme na verdade, o combate teológico não poderá ser evitado, especialmente em nosso tempo, quando o conceito de verdade objetiva é desprezado como algo ultrapassado e desnecessário.

1.     As causas do erro (v.1,2).
1ª) Abandono da fé por ouvir ensinos de demônios.
®   Nos últimos dias.
Diz respeito à era inaugurada pela primeira vinda de Cristo e que se encerrará com a sua segunda vinda. A apostasia de cristãos sempre foi e continuará sendo uma experiência amarga e difícil na história da igreja.
®   Afirmada expressamente pelo Próprio Espírito Santo.
Paulo não inventou nada do que diz; o próprio Espírito lhe revelou (At 20.29,30). Também Jesus Cristo já havia profetizado (Mt 24.10,11; Mc 13.22).
®   O que é apostasia?
Apostasia não é o abandono da crença, mas a troca da crença verdadeira pela falsa. As pessoas continuam crendo em Deus, mas não de acordo com a revelação que ele faz de si mesmo. A palavra é uma expressão forte aplicada à infidelidade de Israel para com Deus no Antigo Testamento.
®   A primeira causa é diabólica.
Os que abandonam a fé o fazem por seguirem a ensinos de demônios. O falso ensino acontece debaixo da influência de demônios; do mesmo modo que o ensino da verdade ocorre pela influência do Espírito Santo.
Devemos levar a sério o fato de que o diabo é tanto o tentado como o enganador que seduz as pessoas ao erro. Foi desse modo duplo que ele agiu no Jardim do Édem ao enganar Eva (Gn 3). Ele é mentiroso e o pai da mentira (Jo 8.44). Ele e seus demônios cegam e até cauterizam a mente das pessoas, mesmo as mais cultas, enganando-as e levando-as às práticas descabidas do misticismo e da filosofia ateísta! (1 Jo 4.6; 2.Tm 2.26; Gl 3.1; 2 Co 4.4).

2ª) Dar ouvidos a ensinamentos humanos.
®   Homens hipócritas e mentirosos.
A segunda causa é humana. Satanás sempre faz uso de agentes humanos para propagar o engano. Homens hipócritas só podem ensinar a mentira. Tanto a hipocrisia quanto a mentira são práticas intencionais, de modo que os falsos mestres são plenamente conscientes de suas falsidades, pois nem eles mesmos creem no que ensinam.

3ª) Fruto de uma consciência cauterizada.
A expressão usada por Paulo é forte, indica algo que foi “marcado com ferro quente”! Como era feito com o gado e com os escravos, mas também como era feito com feridas graves. Um nervo cauterizado se torna insensível. Himineu e Alexandre são exemplos desse processo de cauterização da mente que leva ao naufrágio da fé (1.19).

2.     dois testes para detecTar o erro (v. 3-10).

1º) O teste teológico: A Criação (v.3-5).
Paulo cita dois exemplos de erros doutrinários mantidos pelos falsos mestres relacionados à fome (alimentos) e a sexo (casamento). Uma forma de ascetismo de origem judaica (essênios de Qunram) que se misturou com o gnosticismo. Embora o jejum e o celibato sejam formas bíblicas de comportamento, não existe nenhuma proibição bíblica contra o casamento e a alimentação ordinária.
Tanto o casamento quanto a alimentação são fundamentados na criação, pois Deus os criou e devem ser recebidos com ações de graça. O que Deus fez é para ser recebido com gratidão. A palavra de Deus e a oração os santifica.
Paulo não afirma que tudo é bom, mas aquilo que Deus criou é bom, pois existem que os homens fazem que não venha da mão criadora de Deus. Por isso temos de discernir o que vem de Deus na criação e o que vem do homem na queda. A queda danificou a criação e a sujeitou à “inutilidade” (Rm 14.6; 1 Co 10.30). Deus criou um homem e uma mulher, portanto abençoou o casamento monogâmico: qualquer forma de heterossexualismo adulterino ou promíscuo ou homossexualismo fogem da regra da criação de Deus. Por isso, temos de ter o maior cuidado de não confundir criação e queda; ordem e desordem.
         Não podemos manter em atividade entre nós uma doutrina da redenção que expulse as promessas bíblicas do novo céu e da nova terra. O ascetismo evangélico que nega a criação é cria do gnosticismo e deve ser abandonado. Somos mordomos da criação e feitos à imagem de Deus, dessa forma devemos tratar a dinâmica da vida natural (trabalho, casamento, família, amizades) de forma mais grata e não ascética. Rejeitar essas coisas é abandonar a fé.

2º) O teste ético: A piedade (v.6-10).
Ensinar a verdade de forma prática nos torna bons ministros de Cristo. Timóteo deveria dedicar-se à vida piedosa, consagrada e ensiná-la com firmeza e simplicidade. O bom ministro é somente aquele que ensina a boa doutrina! E só pode ensinar bem quem tem a boa disposição para aprender bem. Se pode alimentar bem aos outros, quem foi bem alimentado primeiro.
No verso 7, Paulo fala do alimento como quem nutre a crianças, e depois se refere ao exercício de um atleta. Alimentação disciplinada e o exercício físico são duas coisas indispensáveis para a saúde do corpo, e de forma metafórica o mesmo ocorre com o discipulado cristão. A verdade da fé e a boa doutrina são os verdadeiros alimentos, “fábulas profanas de velhas caducas” são tranqueiras e lixo teológico!
A palavra piedade aparece 15 vezes no Novo Testamento, sendo 13x nas epístolas pastorais e 9x em 1 Timóteo. Significa o respeito e a reverência  a Deus. Ele é uma mistura de temor e amor que forma a nossa devoção a Deus. Ser piedoso é ser temente a Deus e ter a vida centrada em Deus e não em si mesmo. No verso 8 Paulo chega a firmar que o exercício espiritual é mais importante que o exercício físico.
         Aqueles que não vivem piedosamente demonstram não ser cristãos e portanto, são vítimas fáceis do falso ensino.

Aplicações:
1.     Como nos exercitamos na piedade? Através da prática de disciplinas bíblicas – leitura diária, meditação, memorização estudo das relações entre suas diversas doutrinas.

2.     Como detectar o falso ensino? Qual a sua postura quanto à criação e à piedade. Como pratica sua fé diante do mundo e na vida privada são sinais evidentes do quanto a verdade nos conduz e interfere em nossas decisões e comportamentos.

3.     Quem é o salvo? Não é aquele que professa ser crente, mas aquele que objetivamente obedece às determinações do evangelho para uma vida cristã saudável.


Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...