O Bom pastor e seus comentários

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Medo da Morte ou Medo de Morrer? (Atos 7.55-60)



Medo da Morte ou Medo de Morrer? (Atos 7.55-60)

Nós não fomos criados por Deus para morrer; a morte é uma maldição e um inimigo que entrou no mundo através do pecado (Rm 5.12). Ela é o último inimigo que precisa ser destruído (1 Co 15.25,26). Não podemos olhar para a morte de forma simplista, nem inocente ou romântica. Entretanto, devemos crer com toda a convicção que a morte foi tragada pela vitória de Cristo na cruz e que nem ela pode nos separar do amor de Deus em Cristo por nós (1 Co 15.54-57; Rm 8.35-39).

Mesmo sabendo disso, muitos cristãos sofrem com a proximidade da morte. Sua ansiedade nem sempre tem a ver com o medo da morte, mas com o medo de morrer; sendo mais específico, com o modo como vão morrer. Os cristãos temem o sofrimento na chegada da morte.

O texto de Atos conta a história da morte de Estevão, um dos sete diáconos da igreja de Jerusalém e o primeiro mártir da igreja. Ele era um homem temente a Deus, cheio do Espírito Santo e eficiente pregador do evangelho. Sua morte aconteceu por meio do martírio; e seu martírio ocorreu em meio a grande sofrimento e dor. Ele morreu apedrejado pelos líderes religiosos do judaísmo e pelo povo (At 7.58). Ele morreu em meio a muita dor. Mas, Lucas nos informa que a sua morte glorificou o nome de Deus. Como isso foi possível?

Primeiro: Porque Estevão pode contar com a presença do Espírito Santo enchendo-o graciosamente para enfrentar esse momento (v.55). Ele estava cheio do Espírito. Enfrentar a morte, nossa última inimiga, não é uma tarefa que podemos suportar sozinhos. Por isso Deus não somente não nos abandona, como nos consola e fortalece cumprindo a promessa de estar conosco todos os dias de nossa vida.

Segundo: Porque o Espírito Santo transformou o momento da morte em uma janela para a glória de Deus e de Cristo (v.55). Diante da fúria da morte, não é a condenação que abre a sua boca feroz sobre o indefeso Estevão, mas são os céus que se abrem diante de seus olhos; Ele não vê o inferno, mas ele vê o céu, o lugar de seu descanso eterno!

Terceiro: Porque o Espírito Santo o capacitou para ver, através da morte, o lugar de comunhão com o Pai e com o Filho. Ali ele vê o trono de Deus, com o próprio Jesus Cristo, o Filho, de pé à direita do trono, pronto para recebê-lo, como havia prometido.

Quarto: Porque na hora da morte, o Espírito o capacitou a unir-se a Cristo no seu testemunho (v.60). Assim como Cristo orou na cruz em favor de seus inimigos (Lc 23.34) Estevão pôde unir-se a ele na sua intercessão em favor dos perdidos.

Quinto: Porque o Espírito Santo o capacitou a receber a morte com serenidade e confiança (v.59). Na hora da morte, não precisamos orar desesperadamente pedindo mais tempo aqui na terra. Mas podemos tranquilamente recebê-la sem temor. Porque sabemos o que vem depois; porque sabemos que não há privilégio maior do que estar com Cristo, de estar com Cristo para sempre.

Estevão pôde atravessar a morte serenamente porque o Espírito Estava com Ele; porque ele sabia quem o receberia na presença de Deus e diante de seu trono; porque perante a face reluzente de Cristo, a própria morte fica pálida sem sua medonha sombra. 
                                                                                           Com amor, Pr. Hélio.


Leia mais em: Antes de Partir; Nancy Guthrie, Ed. FIEL, p. 35-42.

2 comentários:

Iracema Cema Abreu Castro Oliveira disse...

Pástor querido!
Fico maravilhada quando me deparo com esse assunto! E mais quando vejo o senhor tratar sobre a morte de maneira tão consoladora. Que Deus o abençoe por tão sábias palavras.

Linda Caetano disse...

Que linda esperança..Deus seja luovado.

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