O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

terça-feira, 25 de novembro de 2014

07 = 2 Coríntios 4.7-18 - O Ministério da Nova Aliança (2)


Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO
07 = 2 Coríntios 4.7-18 – O Ministério da Nova Aliança (2).                17/09/2014.

Grupo de Estudo do Centro – Agosto a Dezembro/2014

Liderança: Pr. Hélio O. Silva e Sem. Adair B. Machado.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Comentários Expositivos Hagnos – 2 Coríntios – Hernandes Dias Lopes, Hagnos, p.103-112
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Introdução:
Paulo continua sua defesa em favor de seu ministério descrevendo o ministério da Nova Aliança. Nos versos 1-6, Paulo fez uma apresentação majestosa da glória da Nova Aliança enfatizando seis pontos a respeito da revelação de Deus no Evangelho:
 1.      O Evangelho é concedido pela misericórdia Divina, e não pelo mérito humano (v.1).
 2.      O Evangelho nos dá forças para enfrentar o sofrimento (v.1b).
 3.      O Evangelho nos capacita a ser íntegros na pregação (v.2).
 4.      O Evangelho nos adverte da terrível oposição de satanás (v.3,4).
 5.      O Evangelho nos mantém longe da presunção (v.5).
 6.      O Evangelho coloca em evidência o poderoso milagre da nova criação (v.6).
Nos versos a seguir Paulo ainda nos apresenta mais três verdades sobre a nova aliança:

1. Um Tesouro Valioso em Vasos de Barro (v.7-12).
            Paulo passa da glória da nova criação para a fraqueza do vaso de barro. Esse parágrafo leva a nocaute a tolice de qualquer pretensão humana do culto à personalidade. A glória não está no pregador, mas na pregação; não no vaso, mas no tesouro que este guarda.

a) Paulo compara o valor inestimável do tesouro com a fragilidade tosca do vaso de barro (v.7). Ele compara e contrasta ao mesmo tempo o evangelista e o evangelho. O vaso se quebra com facilidade e precisa ser substituído, mas o tesouro é eterno, de modo que a fraqueza do vaso ressalta a excelência do poder do Deus do Evangelho. Deus é glorificado por meio de vasos frágeis. Somos vasos de barro para que possamos depender exclusivamente do poder de Deus

b) O contraste é paradoxalmente profundo (v.8,9). Paulo faz quatro afirmações paradoxais (um paradoxo é uma aparente contradição de termos). Essas afirmações refletem a vulnerabilidade dos pregadores do evangelho de um lado, e o poder divino que os sustenta do outro.
®    Atribulados, mas não angustiados. Podemos ser atribulados e ao mesmo tempo ser fortalecidos pelo Senhor.
®    Perplexos, mas não desanimados. A perplexidade aponta para o sentimento de alguém chegou num beco sem saída, em completa ruína. Deus age para nos livrar de toda e qualquer perplexidade.
®    Perseguidos, mas não desamparados. Podemos ser perseguidos, mas Deus provê um livramento na hora mais difícil.
®    Abatidos, mas não destruídos. Podemos parecer derrotados e à mercê de qualquer poder humano ou espiritual, mas jamais seremos vencidos e destruídos.
c) No evangelho somos benditamente identificados com o salvador. Levamos conosco a sua morte, para que a sua vida se manifeste através de nós. Tudo se concentra no mestre e não nos servos. Quando servimos a Cristo, sua morte opera em nós, mas a sua vida opera através de nós naqueles a quem servimos. A prova do verdaeiro ministério não está nas condecorações mas nas escoriações (Gl 6.17).

2. Uma Fé Vitoriosa (v.13-15).
a) Ela está baseada na revelação divina (v.13). Nunca na subjetividade humana; jamais nas experiências pessoais, sempre na objetividade da revelação divina nas escrituras.

b) Ela está fundamentada na ressurreição do corpo (v.14). A maior prova da manifestação do supremo poder de Deus é a ressurreição de Cristo (Ef 1.19,20). A ressurreição de Cristo é a garantia de nossa própria ressurreição (Jo 5.28,29; 1 Co 15.54,55). A ressurreição de Cristo é um grande conforto na aflição.

c) Ela está direcionada para a glória de Deus (v.15). O propósito final de toda a existência é a glória de Deus. Tudo que começa com a graça conduz à glória divina.

3. Uma Convicção Maravilhosa (v.16-18).
            Paulo afirmou em 2 Co 4.1 que não desanima porque conhece a grandeza do ministério que Deus confiou às suas mãos; Ele também não desanima porque embora as aflições o afetem fisicamente, seu espírito se renova a cada dia (4.16-18). Essa convicção é enaltecida em mais quatro contrates a seguir:
a) Corpo fraco, espírito renovado (v.16). O nosso corpo fica cansado, doente e envelhecido, mas o espírito mais maduro, mais forte e mais renovado. Os dois verbos, “corromper” e “renovar” estão no tempo presente indicando continuidade e simultaneidade entre ambos, As duas coisas acontecem ao mesmo tempo, ou seja, na mesma proporção em que o corpo se enfraquece, o espírito se renova!

b) Presente doloroso, futuro glorioso (v.17). As aflições são pesadas e contínuas, mas visas sob a perspectiva da eternidade são leves e momentâneas. Hoje somos atribulados, mas no futuro, estaremos na glória. Paulo via as tribulações como aliadas e não como adversárias, pois, longe de nos destruir, cooperam para o nosso bem. Elas produzem para nós um eterno peso de glória acima de qualquer comparação.

c) Coisas visíveis temporais, coisas invisíveis eternas (v.18). As coisas verdadeiramente reais são as invisíveis. A fé não se apega às glórias passageiras do mundo, porque vê um mundo invisível superior e repleto da glória de Deus.

Aplicações:

  1.      Não confiemos em nossa fragilidade, mas no poder de Deus. Riqueza, força física e sabedoria são cordas que se rompem facilmente diante das aflições e tribulações.

  2.      Nossa fé não parte de nós mesmos, mas daquilo que recebemos de Deus.

  3.      Escolha bem o que alimenta as suas convicções, pois se escolhermos errado elas não vencerão as tribulações, as perseguições e as perplexidades da vida.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...