O Bom pastor e seus comentários

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Filemon 15,16 - Muito Acima de Escravo, Muito Mais!



Devocional da Família: 
Boletim da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO. Ano XXII - nº 49 - 02/12/2012.

Muito Acima de Escravo, Muito Mais!

“Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre, não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e,
com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor.  (Filemon 15,16 ARA)

         A comunhão cristã provoca mudanças pessoais da nossa parte quanto aos nossos relacionamentos, rompendo com qualquer tipo de cobiça disfarçada, porque no reino de Cristo não existe comunhão SANGUESSUGA. Para que a comunhão se torne eficiente (v.6) ela precisa estar aberta a mudanças e a assumir novos compromissos. Comunhão para ser comunhão mesmo, tem de aprender a pagar o preço necessário para a sua manutenção.

Paulo envia Onésimo de volta a Filemon. Ele era um escravo fugitivo e Filemon era o seu senhor com prejuízos. A pergunta que a comunhão exige é: Será que resolveria o problema Filemon receber o seu escravo, não castigá-lo, em respeito a Paulo, mas mantê-lo em sua escravidão? Parece que não. É por isso que a epístola a Filemon é um dos pedidos de alforria mais antigos da história que se conhece.

Onésimo fora Afastado temporariamente, para ser possuído para sempre. “Afastar” é viver dividido, separado, longe. A voz passiva do verbo “afastar” aqui no texto mostra-nos que a ação do afastamento de Onésimo não fora uma ação planejada por ele mesmo, mas tinha a ver com os planos maiores da providência de Deus. Foi Deus quem tirou Onésimo da escravidão de Filemon, da mesma forma que tirara Israel da escravidão e do jugo do Egito; assim como nos tirou também da escravidão e perdição do pecado!

Muitas vezes a ruptura de nossos relacionamentos é provocada por Deus, a fim de fazê-los crescer, amadurecer, ou até mesmo; “acontecer”. Onésimo foi tirado do convívio equivocado da escravidão, para ser feito irmão em comunhão e dessa forma, possuído para sempre. Lembremos que o amor instala o direito de viver quando se devia morrer, porque com o amor vem o perdão. O escravo poderia ser castigado até à morte se o seu dono o quisesse. Deus o tirou para dá-lo em eternidade, não podemos possuir pessoas como objetos de lucro, mas somente como pessoas amigas/irmãs que são.

         Qual o novo relacionamento? De escravo para irmão caríssimo. Quebrar o jugo do pecado é uma característica inequívoca do perdão. Se eu perdôo, mas mantenho o jugo do pecado que escraviza, que lucro tive? Que boa obra realizei? O Senhor Jesus diz em Mateus 5.43-48 que se amamos somente os que nos amam; ou saudando só os nossos irmãos; nada fazemos de extraordinário, mas tudo é muito normal. Ou seja, não houve mudança nenhuma!

O perdão, por outro lado, transforma um escravo em “irmão caríssimo”, irmão amado, especial. Ser irmão é ser mais que ser um escravo. Paulo enfatiza a superioridade da vida em comunhão sobre relacionamentos humanos comuns. Olha só o que você pode estar perdendo! Intencionalmente Paulo afirma que a comunhão cristã é “muito mais”!

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