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O livro de Josué projeta
para nós um tempo de muita prosperidade e vitória. Termina mostrando um povo
cheio de fé. Temente a Deus e disposto a servi-lo e a confiar nele por toda a
sua vida (Js 24.24).
Mas.
É
interessante como um livro tem o poder de resumir as coisas diante dos nossos
olhos. Bastam poucas páginas e tudo parece mudado.
O
livro de Juízes é o livro das mudanças para pior. É um livro sombrio, salpicado
por momentos de alegrias.
Descreve a decadência de Israel.
O povo não conseguiu
conquistar toda a terra. “e a medida do fracasso de Israel em obedecer aos seus
mandamentos (de Deus) foi a mesma medida em não obter tudo quanto Deus lhe
havia prometido. Ficaram contentes com estabelecer-se entre os cananitas e
perderam o incentivo de possuir a terra toda” (Arthur Cundall)[1]
. A 1ª lição de Juízes é:
Quando,
o povo de Deus fica satisfeito com o que já alcançou, então começou a decair, e
a perder tudo!
Juízes
demonstra a fragilidade de nossa fé, de nossa obediência, de nosso compromisso,
e do quanto nossa perseverança é pobre.
A frase chave é: “cada um fazia o que achava
mais reto”. Revelando um total descaso
para com Deus e sua lei, sua palavra. Juízes fala de todos os “cai-levanta” de
nossa vida com Deus”. Talvez, seja o melhor livro bíblico para nos ensinar o
que seja avivamento! Juízes fala de tempos inseguros e problemáticos como os
nossos.
Nesse
contexto encontramos com Gideão, que vivia tudo isso, acomodado a tudo isso,
encontramos também o que Deus fez para fazer Gideão mudar, e com Ele todo o seu
povo!
Proposição:
Quando
somos inseguros, arrumamos várias desculpas para não mudar, mas Deus, nos chama
à segurança e à vitória, confiando nele.
“Sem
Desculpas, Deus Está Conosco”
I – AS DESCULPAS QUE IMPOMOS À NOSSA FÉ.
a) O Momento Histórico. V. 13
Sete
anos de severa opressão dos midianitas. Invadiam as terras, roubavam e
destruíam a colheita. Havia medo, debilidade e tremenda insegurança.
Essa
situação fez de Gideão um homem inseguro.
V.11 - Malhando o trigo no lagar
n O lugar certo era na mó.
n A colheita fora pequena.
Na sua
insegurança duvida de Deus V.13.
Por
quê? O que é feito? O Senhor nos desamparou. Deus era um nome do passado, das
lembranças.
Se
olharmos para os acontecimentos ao nosso redor, não faremos nada.
Olha o
que está acontecendo Deus! (Desculpa)
Falamos
do nosso país, das opressões etc. Propaganda do Parlamentarismo.
Ø Um homem negro - (brasileiro
comum)
Frase - estou cansado de
ver...
Gideão era um desses como
todos nós.
b) A Nossa Pobreza, Poucos Recursos V.15.
Deus insiste.
Ø Com que?
Ø Família mais pobre, falta
recursos, pobreza.
Ø Eu o menor. Insignificância.
Não é assim conosco?
Ø Não temos dinheiro
Ø Minha família é pobre, não
há ricos na igreja.
Ø Eu não consigo, sou
insignificante, quem sou eu?
Nossa pobreza pode se tornar desculpas para a
inoperância; para a acomodação.
c) A Nossa Incerteza e Insegurança v.17.2
n Se achei mercê
n Dá-me um sinal.
Somente no V.22 é que Gideão
percebe que de fato falava com Deus.
Quantas
vezes Deus tem falado conosco, e nós temos hesitado em mudar, não damos a
devida atenção. Penso que Gideão era meio Pentecostal. Além da palavra de Deus
ele queria sinais.
Sempre
queremos algo em troca para crer. Muitas vezes usamos o próprio culto para
enrolar Deus com desculpas.
A
oferta de Gideão foi demorada.
Gastamos
tempo e dinheiro para oferecer um culto bonito a fim de nos sentirmos seguros
aqui dentro do templo e não sair para evangelizar, transformando o templo num
esconderijo como era o lagar para Gideão.
Para
quem agora a pouco falava de pobreza, Gideão oferece uma adoração pomposa.
O
texto não diz que isso foi errado, tanto é que Deus aceitou, mas naquela mesma
noite Deus disse o que era para ele fazer em conseqüência disso (V.26)
Começar
a mudança. Ser valente, não inseguro!
Quais as respostas de Deus às nossas desculpas?
II - Deus Está Conosco e
Nos Garante a Vitória.
a) O Senhor é Contigo, Homem Valente V.12
Deus inicia o diálogo.
Ele interrompe o curso normal de nossas vidas.
Deus nos vê como poderíamos ser se confiássemos Nele
(valente)
Deus se coloca do nosso lado (é contigo)
Ilustrações: Moisés (Êxodo 3; 33); Josué
(Js 1); Jeremias (Jr 2).
b) Vai Nessa Tua Força; Não Te Enviei?
Ø Deus não requer mais do que
temos.
Ø Deus quer obediência ao seu
chamado.
Ele faz uma pergunta, por que a dúvida?
Quando as circunstâncias
apertam, duvidamos até que somos povo de Deus.
Deus nos questiona, “Será
que é isso mesmo?”
c) Já Que Eu Estou Contigo, Ferirás.
Ø Deus promete a vitória
Ø A presença de Deus é a
garantia (já que)
Ø Para Deus o número de
dificuldades (cada soldado inimigo) não passa de uma só.
Por
que? Porque ele tem
poder!
O Deus que
se revelou a Gideão e a nós também é poderoso. Não precisamos mais do que a
presença e comunhão com Deus para a vitória.
Qual o resultado?
CONCLUSÃO:
V. 22 e 23 - Percebendo a
presença de Deus, percebemos o tamanho de nossa pecaminosidade. (Ex. 20.19)
Deus oferece a sua paz
‡ Paz seja contigo
‡ Não temas
‡ Não morrerás
Gideão edificou um altar.
Nome - O Senhor é paz (Jeová Shalom).
APLICAÇÕES:
Para
cada desculpa nossa, Deus tem uma contra-resposta e uma promessa.
1º) Para a desesperança frente ao momento histórico, Deus convida a sair da
inoperância, obedecendo ao seu chamado.
- Começar com pequenas coisas.
2º) Para a
nossa pobreza e falta de recursos Deus oferece a sua presença e comunhão.
n Fazer confiando que Ele fará
crescer e multiplicar.
3º) Para a
nossa insegurança, incerteza e incredulidade, Deus se compromete a se manifestar quando o
adoramos em culto.
Ele revela (paciência) - Esperarei até que voltes
V.18
(instrução) - Disse como fazer V.20
(manifestou-se) - Estendeu o cajado.
Isso significa que:
- Respondeu.
- Demonstrou sua presença.
Então
Gideão caiu em si, e sua vida não pôde mais ser a mesma.
Ficou sem desculpas, Deus estava com Ele.
Pergunta.
O que
vocês querem
Ficar satisfeitos com o
pouco que já conquistaram, ou seguir em frente vendo Deus atuar, e conquistar
mais?
Não temos desculpas, Deus está conosco.
Ø Eu quero seguir, e você?
Oração: Senhor estenda o teu cajado sobre nós e sobre a oferta de nosso culto!
09/03/2003
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C. P. Balneário
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Goiânia-GO
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Domingo – ceia
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14/03/2004
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C.P. Balneário
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Goiânia
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Domingo – ceia.
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25/10/2015
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IPJG
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Goiânia-GO
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Culto de domingo
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[1] Arthur
E. Cundall, Juízes e Rute, Introdução e
Comentário, Vida Nova/Mundo Cristão, p. 40.